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Brasília - O governo de Roraima entrou no
Supremo Tribunal Federal (STF) com ação contra a
comunidade indígena Waimiri-Atroari, fixada na divisa com o Amazonas, na região do Baixo Rio Branco. A alegação
é de que os índios impedem o livre trânsito de
pessoas nos rios Jauaperi e Macucuaú, ferindo o direito
constitucional de ir e vir em uma via pública.
“A comunidade indígena
Waimiri-Atroari está a exercer, de forma arbitrária,
típico poder de polícia, quando não permite a
trafegabilidade de pessoas pelos rios Jauaperi e Macucuaú, sob
o argumento de pretender preservar sua população
indígena e seus bens dos não-índios que trafegam
por tal via fluvial”, sustenta o governo na ação.
O governo requereu uma liminar (decisão provisória antes do julgamento do mérito), por considerar haver risco iminente de conflito entre índios
e a população ribeirinha, que teria nos rios
bloqueados, conforme o órgão estadual, a “única”
alternativa de transporte para chegar à área de extração de
castanha, atividade de subsistência dos não-índios da região.
O relator da ação
será o ministro Joaquim Barbosa. Essa é a segunda incursão
do governo de Roraima ao STF contra os Waimiri-Atroari. Uma ação
no ano passado, em que o governo denunciava o bloqueio da rodovia
federal BR-174 pelos índios, foi arquivado pelo então
relator, o ministro aposentado Sepúlveda Pertence. Ele entendeu
que o Supremo não tinha competência para o julgamento.
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