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Rio de Janeiro - A Companhia Docas do
Rio de Janeiro está concluindo estudo de viabilidade econômica
para licitar dois novos terminais de granéis sólidos e
granéis líquidos, respectivamente, no Porto de Itaguaí.
A informação foi dada hoje (5), no Rio, pelo presidente
da empresa, Jorge Mello.
O processo foi aberto na gestão
anterior, mas acabou suspenso devido a problemas no Tribunal de
Contas da União (TCU). As questões de ordem econômica
já foram resolvidas, indicou Mello.
“Outra questão
era de sincronia de legislação”, disse o presidente
de Docas do Rio de Janeiro. De acordo com a lei que define os
arrendamentos, um contrato só pode ser assinado com licença
prévia concedida por um órgão ambiental.
Mello
argumentou que, no caso dos terminais, haveria um desperdício
de dinheiro público se o projeto básico fosse elaborado
por Docas, em função de uma obra determinada. Porque,
ao final do processo, esse projeto poderia ser alterado, exigindo um
novo licenciamento ambiental. Como o terminal vai ser arrendado e os
investimentos serão feitos pelo arrendatário, chegou-se
à conclusão que “o que vai ser operado vai depender
de quem for o dono do terminal”.
Segundo Mello, a Companhia
Docas já entrou em entendimentos com a Agência Nacional
de Transportes Aquaviários (Antaq) e o aparato legal já
está sendo modificado. Com isso, a assinatura do contrato será
atrelada à garantia da licença prévia.
“Vamos declarar um
ganhador, que terá a garantia necessária para fazer o
investimento no projeto e na obtenção da licença.
Vai ter tempo necessário para isso”, disse Mello. Uma vez
cumpridas essas etapas, o contrato será assinado. A licitação,
acrescentou ele, será aberta após a realização
desses ajustes.
Será feita
também concorrência para um terminal de granéis
líquidos no Porto de Itaguaí. Ele deverá
funcionar em mão dupla, ou seja, servirá tanto para a
importação, principalmente de produtos químicos,
quanto para a exportação de álcool e biodiesel,
entre outros produtos.
O trabalho ainda não
foi concluído, mas, segundo Mello, tudo indica que vai dar.
Uma vez concluído o estudo de viabilidade, ele terá de
ser submetido à Antaq e ao TCU. “Queremos colocar na praça
este ano ainda”. Os estudos terminam neste semestre.
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