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5 de Maio de 2008 - 18h39 - Última modificação em 5 de Maio de 2008 - 20h02


Alta da cesta básica em 11 capitais já supera reajuste do salário mínimo

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O aumento da cesta básica em 11 capitais nos quatro primeiros meses do ano já superou o índice anual de reajuste do salário mínimo. A informação consta da pesquisa sobre a evolução mensal dos preços dos produtos que compõem a cesta básica, divulgada hoje (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Foram pesquisado preços em 16 capitais.

De acordo com o Dieese, os índices de aumento acumulado da cesta verificados em Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, João Pessoa, Curitiba, Natal, Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória já ultrapassaram os 9,21% do reajuste do mínimo concedido em 2008. Em Fortaleza, por exemplo, a alta chega a 19,25%.

Das 16 capitais pesquisadas, só em cinco - Belém, Porto Alegre, Aracaju, Goiânia e São Paulo - o índice de aumento da cesta básica fica abaixo do reajuste do mínimo. Dessas cidades, Aracaju é a que apresentou a menor alta no ano, de 1,24%.

Para o supervisor da pesquisa do Dieese, José Maurício Soares, mesmo não sendo inédita a diferença entre o aumento do salário mínimo e o da cesta básica demonstra o quanto foram consideráveis os reajustes de preços neste início do ano.

Segundo ele, a alta deve-se principalmente aos fortes aumentos do feijão, do óleo de soja, da farinha de trigo, do pão e do leite.

“Só em São Paulo, o feijão já subiu 139% até abril, já levando em conta uma queda de 10% registrada no último mês”, informou Soares.

Maurício Soares disse, contudo, que os aumentos tendem a diminuir até o fim do ano. A perspectiva de menores altas, no entanto, ainda não foi verificada para este mês de abril.

Ainda de acordo com o Dieese, no mês passado o preço da cesta básica subiu em todas as capitais pesquisadas. Fortaleza, que apresenta a maior alta acumulada do ano, registrou também a maior alta do mês, de 7,84%. A menor elevação foi verificada em São Paulo, 1,73%.

Em comparação às últimas pesquisas, Belo Horizonte passou a ser a capital com a cesta básica mais cara do país, ultrapassando São Paulo. Na capital mineira, o conjunto de itens essenciais custa R$ 228,32, enquanto na paulista, R$ 227,81. O valor do salário mínimo é R$ 415.

Pelos cálculos do Dieese, um trabalhador que ganha um salário mínimo compromete mais da metade de seus rendimentos líquidos para comprar uma cesta básica em Belo Horizonte. Também tem de trabalhar 121 horas e 2 minutos para ganhar o que ele gasta com a cesta.




 


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