



|
Brasília - O segundo trimestre da indústria terá crescimento menor, segundo a expectativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade divulgou hoje (5) pesquisa trimestral chamada Indicadores Industriais.
Segundo o chefe do departamento Econômico da CNI, Flávio Castelo Branco, o crescimento deverá ser menor em função da elevação da taxa de juros pelo Banco Central e da valorização do câmbio.
Ele, no entanto, se disse otimista e previu que, embora num ritmo menor, a indústria continuará crescendo. "As perspectivas para os próximos meses continuam positivas, porque fatores que justificam o ritmo de crescimento da indústria, como a expansão do mercado do trabalho e a renda das famílias, continuam presentes", afirmou.
Castelo Branco lembrou que o mercado de trabalho aquecido e a melhoria na renda do trabalhador garantem a sustentação do consumo. Além disso, a entidade prevê que a demanda por investimentos vai continuar forte e "a duração do aperto monetário" deverá ser curta. Ele estimou, inclusive, que o cenário positivo poderá levar o Banco Central a interromper o retorno da elevação da taxa de juros anual, a Selic.
O dirigente destacou que a credibilidade internacional que o Brasil alcançou "como país atrativo para investimentos indica que o país vai continuar com a entrada de recursos estrangeiros". Castelo Branco, no entanto, enfatizou que a valorização do câmbio afetará os exportadores, que têm menos lucratividade ao vender com o dólar a preço mais barato em relação real.
|
|