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5 de Maio de 2008 - 16h58 - Última modificação em 5 de Maio de 2008 - 17h23


Indústria crescerá num ritmo menor no segundo trimestre, prevê CNI

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O segundo trimestre da indústria terá crescimento menor, segundo a expectativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade divulgou hoje (5) pesquisa trimestral chamada Indicadores Industriais.

Segundo o chefe do departamento Econômico da CNI, Flávio Castelo Branco, o crescimento deverá ser menor em função da elevação da taxa de juros pelo Banco Central e da valorização do câmbio.

Ele, no entanto, se disse otimista e previu que, embora num ritmo menor, a indústria continuará crescendo. "As perspectivas para os próximos meses continuam positivas, porque  fatores que justificam o ritmo de crescimento da indústria,  como a expansão do mercado do trabalho e a renda das famílias, continuam presentes", afirmou.

Castelo Branco lembrou que o mercado de trabalho aquecido e a melhoria na renda do trabalhador garantem a sustentação do consumo. Além disso, a entidade prevê que a demanda por investimentos vai continuar forte e  "a duração do aperto monetário" deverá ser curta. Ele estimou, inclusive, que o cenário positivo poderá levar o Banco Central a interromper o retorno da elevação da taxa de juros anual, a Selic.

O dirigente destacou que a credibilidade internacional que o Brasil alcançou "como país atrativo para investimentos  indica que o país vai continuar com a  entrada de recursos estrangeiros". Castelo Branco, no entanto, enfatizou que a valorização do câmbio afetará os exportadores, que têm menos lucratividade ao vender com o dólar a preço mais barato em relação real.




 


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