



|
Curitiba - A implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) é uma tarefa de alta responsabilidade, que não pode ser reduzido a uma estimulante
aventura intelectual, por mais instigante que possa ser, na opinião do presidente da Comissão de
Implantação do projeto, Hélgio Trindade.
Segundo ele, é fundamental que a Unila seja projetada
para as próximas décadas, tendo como meta produzir a máxima qualidade
acadêmica e social, com uma missão diferenciada de outras co-irmãs brasileiras, ou seja, contribuir para a integração com uma "nova moeda" – o conhecimento
compartilhado. O fato mais urgente, segundo ele, é construir em bases sólidas essa
integração com os países irmãos.
A universidade terá sede em Foz do
Iguaçu, na tríplice fronteira da Argentina, Brasil e Paraguai e parte do seu
projeto arquitetônico será de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer.
Hélgio Trindade está em Curitiba, onde
participa até o dia 7, junto com outros especialistas em educação, do encontro mensal que trata da criação da nova universidade.
Para dar andamento à iniciativa, o Ministério da
Educação criou uma comissão integrada por 13 especialistas em educação superior
e integração regional. Eles têm prazo até dezembro deste ano para definir o
projeto político-pedagógico da futura instituição.
Segundo o presidente da comissão, o Projeto de Lei 2878/08 que cria a Unila tramita no Congresso
Nacional, mas as aulas terão início em
2009, em instalações provisórias num espaço cedido pelo Parque Tecnológico de
Itaipu.
Nos primeiros cinco anos, a meta é ter matriculado 10 mil alunos e contratado
500 docentes, metade brasileiros e metade dos
demais países da região. Os cursos serão, preferencialmente, em áreas de interesse mútuo
dos países da América Latina, com ênfase em temas envolvendo exploração de
recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças,
estudos sociais e lingüísticos regionais, relações internacionais e demais áreas
consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a integração regional.
Com o objetivo de conhecer e analisar
experiências bem-sucedidas de ensino superior, Trindade disse que a
comissão convidou para esta reunião, o professor chileno Miguel
Rojas Mix, diretor da Comunidade Ibero-americana e Integração da Cátedra
da Unesco , o doutor em Ciências
Políticas, o francês Guy Haug,
um dos mentores do Processo de Bolonha e o diretor da UFPR Litoral, professor Valdo José Cavallet.
“Agora precisamos trabalhar no espaço entre a universidade ideal e
universidade possível, entre a utopia que nos mobiliza e a utopia de sua concretude histórica no Brasil e na América Latina de hoje
e do futuro”.
|
|