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6 de Maio de 2008 - 06h19 - Última modificação em 6 de Maio de 2008 - 06h19


Baixada Fluminense sediará reunião semestral da SBPC

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Com o objetivo de mobilizar e articular as comunidades e instituições da Baixada Fluminense em torno do papel que o desenvolvimento científico e tecnológico deverá desempenhar nesta nova fase de crescimento do país, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) estará realizando na região, de amanhã (7) a sábado (10), sua reunião semestral – que ocorre em diferentes estados duas vezes por ano.

Com o tema Educação e Ciência para o Desenvolvimento Sustentável da Baixada Fluminense, o encontro será aberto nesta quarta-feira em Duque de Caxias, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Resende.

Esta é a primeira vez que dois municípios da Baixada Fluminense - o outro é Nova Iguaçu – abrigam eventos dessa natureza. A expectativa dos organizadores é de que o encontro reúna cerca de 30 mil participantes nas duas cidades até o próximo sábado (10).

A idéia da reunião, segundo o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, é utilizar a ciência e a tecnologia para “transformar” a Baixada Fluminense. “Nós queremos trabalhar integrados com várias instituições, tanto públicas quanto privadas, que atuam na baixada. Esta é nossa idéia, mobilizar, informar e atrair. Este é um primeiro evento para o desenvolvimento de uma cooperação permanente com as instituições instaladas na região. Queremos utilizar a ciência e a tecnologia como forma de transformação da qualidade de vida do povo da Baixada”, disse Raupp.

Para ele, é preciso fazer com que esta nova fase de desenvolvimento industrial por que passa o país ofereça oportunidades de trabalho qualificado à população da região.“É necessário mostrar para a sociedade de uma maneira geral o importante papel que tem a ciência neste novo modelo de industrialização do país".

O presidente da SBPC defendeu ainda a necessidade de que o país desenvolva “grande esforço de integração entre as esferas federal, estaduais e municipais para começar a formar professores qualificados, que possam preparar a população para o desempenho das oportunidades de trabalho que surgirão”.

Em sua avaliação, “existe grande déficit na questão do ensino da ciência no país, e a questão da promoção do ensino técnico de qualidade nessas regiões é fundamental para que as populações sintam os benefícios da industrialização”.

De acordo com o presidente da SBPC, ao criar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Ciência e Tecnologia – que prevê investimentos de R$ 41 bilhões nos próximos três anos na área científica – o governo federal abriu caminho para que o desenvolvimento cientifico e tecnológico passe a ser protagonista do desenvolvimento industrial.  É um volume bastante adequado e nós temos agora que apresentar projetos que utilizem e transformem estes recursos em oportunidades. É preciso que a ciência seja protagonista neste processo e esta é a oportunidade para que isso ocorra”.

Para Raupp, pela primeira vez o desenvolvimento científico foi colocado “no ponto central deste desenvolvimento, uma vez que o governo vem adotando um modelo centrado na competitividade das empresas: inovar tecnologicamente para dar competitividade internacional às empresas do país. E este é o desafio colocado pelo governo. Nós, da comunidade científica, não podemos perder esta oportunidade”.

Entidade da sociedade civil sem fins lucrativos, a SBPC está voltada principalmente para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural. Com esses objetivos, ela promove uma reunião anual e, semestralmente, encontros regionais, realizados em estados diferentes. Participam dessas reuniões cientistas, professores, estudantes, profissionais, trabalhadores e demais interessados na discussão de temas ligados à ciência e tecnologia.

 


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