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Brasília - A geração de energia na Argentina subiu 3,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). É o que informa a agência de notícias argentina Telam.
De acordo com as primeiras estimativas feitas pela Secretaria de Energia, a produção de nafta premium alcançou 157 mil metros cúbicos, 7 mil a menos que no mesmo mês de 2007. Já o nafta super chegou aos 265 mil metros cúbicos, contra 262,5 mil do ano passado.
Além do abastecimento de combustíveis líquidos, o instituto informou
que em março o gás entregue pelas distribuidoras chegou a 2,5 bilhões
de metros cúbicos, quase 100 milhões a mais em comparação com o mesmo
mês de 2007.
A geração de energia elétrica alcançou, em março, 9,1 milhões de megawatts, contra 8,9 milhões do mesmo mês do ano passado.
O Indicador Sintético de Energia (ISE) divulgado hoje (5) pelo
instituto, referente ao período de janeiro a março cresceu 1,1% na
geração de energia em relação ao período de outubro a dezembro.
Enquanto isso, empresários argentinos estimam que a demanda por nafta e
por óleo combustível vai continuar crescendo até junho.
Os números foram divulgados no momento em que as estações de serviço reclamam maior quantidade de combustível por parte das companhias provedoras, para fazer frente à demanda insatisfeita, em especial no interior do país.
Nesse contexto, segundo uma pesquisa realizada pelo próprio Indec, metade dos empresários petrolíferos consideram que a demanda continuará aumentando até junho. Cerca de 40% consideram que se manterá estável e 10% antecipam uma queda.
No dia 10 de março, o governo argentino lançou uma série de medidas para garantir a provisão de gás. Entre elas, o aumento da retenção e a liberação para o aumento dos preços das exportações. “O crescimento da economia é de tal magnitude que é necessário contar com mais energia, e isso não tem que nos deixar nervosos, é uma boa notícia", afirmou na ocasião a presidente Cristina Kirchner.
No último dia 2, o governo brasileiro decidiu ceder entre 800 e 1,5 mil megawatts à Argentina até agosto deste ano, depois de uma reunião entre o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o ministro do Planejamento, Investimentos e Serviços da Argentina, Julio De Vido.
*Com informações da agência Telam
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