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Brasília - As usinas termelétrica
movidas a gás e a carvão em funcionamento desde o ano
passado serão mantidas em operação, e apenas as
usinas a óleo e a diesel serão desligadas. A decisão
foi tomada hoje (5) pelo Comitê de Monitoramento do Setor
Elétrico (CMSE).
Segundo o ministro de
Minas e Energia, Edison Lobão, a medida foi adotada para
manter a “absoluta segurança” do sistema elétrico
para o próximo ano, e também porque o Brasil vai
fornecer energia para a Argentina a partir desta semana.
A decisão, de
acordo com Lobão, poderá ser revista na próxima
reunião do comitê. “Eu prefiro pecar por excesso de
zelo que por falta”, explicou.
As termelétricas
foram mantidas ligadas para garantir que não haja risco de
racionamento de energia no país. Dos 5,6 mil megawatts em
produção, cerca de 2,2 mil serão desligados nos
próximos dias, que é o correspondente à geração
de usinas a óleo e a diesel.
O ministro garantiu que
não há nenhum risco de falta de energia no Brasil em
2009 e 2010, e que o sistema elétrico brasileiro é
monitorado constantemente.
“Nós tomaremos
todas as providências que forem necessárias, se
necessárias, e no momento necessário. O fato é
que os consumidores devem ficar tranqüilos porque energia não
faltará neste país”, afirmou.
Lobão informou
que o custo para manter todas todas as usinas termelétrica em
funcionamento é de R$ 300 milhões por mês, mas
com o desligamento das térmicas a diesel e a
óleo o custo remanescente será mínimo.
O ministro disse que o
custo para manter as usinas a gás e a carvão em
funcionamento é baixo em relação à
segurança energética do país. “Esse custo se
dilui ao longo do ano e o consumidor não paga um ônus
por causa disso”, disse.
Lobão garantiu
que o país não vai comprometer a segurança do
sistema elétrico ao enviar energia para a Argentina. “Estamos
fazendo um ato de solidariedade a um país irmão nosso,
que em dado momento também nos socorreu. Nós devemos
fazer isso, é uma questão de política, uma
decisão de governo”, afirmou.
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