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São Paulo - O atendimento médico aos presos deve ser prioridade dentro das políticas públicas dos estados brasileiros. A avaliação é da diretora-adjunta do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Lena Peres.
“Os estados têm o desafio de colocar essa população dentro das suas prioridades de Sistema Único de Saúde, colocar para frente, sabemos que as ações são pactuadas e tem o Conselho Estadual de Saúde, que vai votar quais são as ações. Então essa é uma ação que a gente precisa que a própria sociedade civil sensibilize, que essa é uma população que precisa ser vista como prioridade”, avaliou.
Em entrevista à Agência Brasil, durante a 1ª Conferência Regional de HIV/Aids no Sistema Prisional, realizada em São Paulo, ela disse que a assistência à saúde dos presos é importante para se prevenir e evitar a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s), inclusive entre a população que não está encarcerada.
“É preciso dar visibilidade a esse problema. E saber que, no Brasil, o
preso que está no sistema penitenciário recebe visitas externas, de
parceiros e parceiras. Se nós não tivermos um plano estratégico nós
vamos continuar geometricamente contaminando mais pessoas.”
Um estudo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids
(Unaids) concluiu que a prevalência de HIV nas prisões chega a ser 20
vezes maior do que entre a população em liberdade. A situação de
confinamento, a falta de assistência adequada e fatores de risco, como
uso de drogas injetáveis e compartilhamento de material utilizado em
tatuagens, contribuem para esses números.
Segundo Lena Peres, a hepatite C é outro problema que atinge a população carcerária, principalmente pelo fato de não haver vacina para a doença.
A diretora disse ainda que é possível implementar ações - tanto para hepatite B como para HIV - que podem evitar a contaminação dos filhos das presas.
“Para hepatite B, se você fizer a vacina e a hemoglobina nas primeiras horas de vida do bebê, esse bebê fica sem risco nenhum de ter hepatite B. A mesma coisa em relação ao HIV com o uso da medicação durante a gestação da mulher.”
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