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6 de Maio de 2008 - 18h56 - Última modificação em 6 de Maio de 2008 - 18h56


Crianças e adolescentes homenageiam Guimarães Rosa em exposição

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - Vilma Guimarães Rosa Reeves, filha do escritor Guimarães Rosa, participa de homenagem ao centenário de nascimento do escritor
Brasília - Vilma Guimarães Rosa Reeves, filha do escritor Guimarães Rosa, participa de homenagem ao centenário de nascimento do escritor
Brasília - O centenário de nascimento do escritor Guimarães Rosa foi comemorado hoje (6) em cerimônia na Presidência da República. Cerca de 60 crianças e 30 adolescentes integrantes do programa Escolas Irmãs fizeram uma releitura da obra do escritor em desenhos, pinturas em tela, trabalhos com pedra sabão e artesanato.

Ao todo, 75 trabalhos compõem a exposição O Armazém Literário do Rosa, na biblioteca da Presidência. A cerimônia de abertura contou com a presença da filha de Guimarães Rosa, Vilma Guimarães Rosa Reeves.

O projeto Escolas Irmãs incentiva a parceria entre escolas que vivam diferentes realidades sociais e culturais. Cerca de 320 colégios públicos e privados integram o projeto. Para comemorar o centenário de Guimarães Rosa, os alunos receberam material sobre o escritor e foram incentivados a desenvolver trabalhos sobre o tema.

“Algumas escolas nem conheciam Guimarães Rosa, então é uma aproximação de um grande nome da nossa literatura, incentivando os alunos a lerem cada vez mais”, acredita a coordenadora do programa, Rosângela Rossi.

Vilma Guimarães Rosa contou aos estudantes um pouco sobre a vida de seu pai. Curiosidades e episódios da vida de Guimarães Rosa, desde a infância até a morte, emocionaram a platéia e a própria Vilma, que como o pai também é escritora.

“Eu fico muito emocionada de ver a curiosidade dessa geração em conhecer um escritor que é hermético, difícil, mas todos entendem tão bem Guimarães Rosa na alma. Pelos trabalhos eu vejo como eles souberam apreender a essência da filosofia e da personalidade do meu pai”, afirma.

Ela acredita que projetos como esse podem incentivar o surgimento de “outros Guimarães Rosas”. Bárbara Gaspar, 15 anos, aluna do Centro de Ensino da Asa Norte, inspirou-se com a história contada por Vilma. “Com o projeto eu li Primeiras Estórias. Agora quero ler Grande Sertão: Veredas”, planeja.


 


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