As recentes descobertas feitas pela Petrobras na camada pré-sal estão levando a diretoria da estatal a rever o Plano de Negócios da Companhia para o período 2008-2012, que previa, inicialmente, investimentos de US$ 112,4 bilhões.

A informação foi dada hoje (06), pelo presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, em entrevista coletiva na conferência sobre tecnologia offshore (de exploração em águas profundas), Offshore Technology Conference (OTC), que se realiza até quinta-feira (8), na cidade norte-americana de Houston, no Texas.

Gabrielli disse que, para fazer frente à necessidade de recursos adicionais para o pré-sal, a companhia pretende aumentar a captação de recursos no mercado de capitais em cerca de US$ 5 bilhões até o final deste ano, o que deverá ser feito através da emissão de bônus.

Ele reafirmou a disposição da empresa de construir dois alcooldutos para transportar etanol produzido nas regiões Sul e Centro-Oeste do país, para a região Sudeste, de onde o produto será exportado para o mercado externo, principalmente o Japão.

O presidente da estatal admitiu que há indícios da existência de uma "enorme reserva", no campo denominado Carioca, que fica na bacia de Santos. Gabrielli, no entanto, não quis adiantar o potencial do novo campo porque, segundo ele, ainda é necessário realizar mais testes na área. A descoberta do campo foi anunciada em abril, pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima.

Ele falou ainda dos projetos da estatal na área de biocombustíveis e destacou as novas tecnologias que a empresa vem desenvolvendo para produzir o novo combustível.

O presidente da Petrobras também reafirmou a expectativa da empresa de aumentar a produção dos atuais 2,3 milhões de barris, por dia, para 3,2 milhões de barris em 2012 e para 4,2 milhões em 2015. A capacidade de refino da estatal passará de 1,8 milhão de barris, por dia, para 3 milhões de barris, por, dia em 2015.

Gabrielli disse que a companhia está se voltando para a ampliação de sua capacidade de refino, no exteior, e que não está nos planos da empresa transformar-se numa grande exportadora de petróleo.