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6 de Maio de 2008 - 19h13 -
Última modificação
em 6 de Maio de 2008 - 20h22
Ministério da Saúde lança campanha para incentivar parto normal
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - Ministros da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire (centro), e da Saúde, José Gomes Temporão, durante lançamento da Campanha de Incentivo ao Parto Normal
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Brasília - No próximo domingo (11), Dia das Mães, o Ministério da Saúde
começará uma campanha para incentivar as mulheres a fazer parto normal. A intenção é
diminuir o alto número de cesarianas desnecessárias
realizadas anualmente no Brasil.
Voltada para gestantes, familiares e médicos, a Campanha de Incentivo ao Parto Normal será
veiculada no rádio, na televisão, internet e
outros meios de comunicação até 2010.
A Organização
Mundial da Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% dos partos
sejam realizados com intervenção cirúrgica –
porcentagem referente aos partos de risco, aqueles em que a cesárea
é indispensável. A média no Brasil é de
43% de cesarianas e entre as mulheres que utilizam planos de saúde
esse índice chega a 80%.
No lançamento da
campanha, hoje (6), em Brasília, o ministro José Gomes
Temporão definiu o problema como uma “epidemia” de
cesarianas. “Estamos muito distantes do que seria o razoável.
Eu poderia afirmar que o Brasil é um dos países em que
mais se pratica esse tipo de cirurgia”, afirmou.
Temporão
disse também que o Sistema Único de Saúde (SUS)
estuda como remunerar melhor os médicos pelo parto normal,
para que o fator econômico não seja empecilho para esse
tipo de procedimento. No SUS, a média de cesáreas é
de 26%.
O alto índice de partos realizados com
intervenção cirúrgica provoca vários
problemas de saúde para a mãe, porque aumenta o risco
de hemorragias e infecções. Para os bebês a
situação não é diferente. O parto
antecipado – como ocorre na maioria das cesarianas – resulta em
problemas respiratórios e internação em UTI
neonatal.
“No parto natural o bebê pode ser
imediatamente acolhido e ter vínculo com a mãe. E não
há nada melhor para fortalecer o sistema imunológico da
criança que afeto e carinho”, explica Adson França,
diretor do Departamento de Ações Estratégicas do
Ministério da Saúde.
Segundo ele, as
infecções causadas pelo parto são a terceira
maior causa de morte dos recém-nascidos e elas acontecem muito
mais em partos cirúrgicos. “Com a cesariana, o bebê é
separado da mãe a princípio. Quando o aleitamento é
iniciado o mais rápido possível, aumenta as defesas da
criança e diminui o risco de diarréia, que é uma
das causas também destacadas de óbito”, explica.
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