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7 de Maio de 2008 - 05h46 - Última modificação em 7 de Maio de 2008 - 07h19


Biocombustíveis, transposição do São Francisco e Angra 3 serão temas de conferência

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O debate sobre biocombustíveis não ficará de fora da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) que vai discutir, de hoje (7) a sábado os impactos das mudanças climáticas no Brasil. “Biocombustíveis são o tema do dia”, avalia o coordenador nacional da CNMA e secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Hamilton Pereira.

“A temática dos biocombustíveis não apareceu nas outras conferências, mas vai aparecer de forma muito forte este ano, no sentido de termos uma posição acerca de que caminho o Brasil deve trilhar em relação a isso”, acrescenta o diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do MMA, Pedro Ivo Batista.

O governo brasileiro defende o uso de biocombustíveis como estratégia mundial de redução da emissão de dióxido de carbono (gás carbônico), um dos gases de efeito estufa considerados causadores do aquecimento global. No entanto, o avanço das lavouras de matérias-primas da agroenergia na Amazônia e no cerrado é um dos questionamentos freqüentemente apontados por ambientalistas.

A conferência, segundo Batista, também discutirá outros temas polêmicos, “que sempre são trazidos para os debates”, como o projeto de transposição do Rio São Francisco e a construção da Usina Nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Na avaliação do coordenador nacional da CNMA, Hamilton Pereira, os problemas ambientais nas grandes cidades também estarão entre as prioridades da plenária. “Temos que tratar do fenômeno das emissões [de gases de efeito estufa] nos grandes centro urbanos, que já concentram mais de 80% da população brasileira”, afirma.

Cerca de 2 mil representantes de governos, empresários e da sociedade civil partciparão da conferência. A reunião será aberta oficialmente hoje, às 19h, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.



 


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