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Brasília - Analistas e técnicos de finanças e controle da Controladoria-Geral da União
(CGU) de todo o país anunciaram uma paralisação de advertência por 24 horas, no dia hoje (6). Os
servidores acreditam que, com a suspensão do serviço, o
governo ofereça agilidade nas propostas de acordo na
assembléia, que acontecerá nesta quinta-feira (8).
A
campanha salarial dos controladores busca receber a mesma
remuneração dos servidores da Receita Federal, porque, segundo
o presidente da União Nacional dos Analistas e Técnicos
de Finanças e Controle (Unacon), Fernando Antunes, as
atividades desenvolvidas pelos órgãos são
semelhantes e têm a mesma importância.
“Controlar é tão importante quanto arrecadar. Os servidores da Receita
Federal prestam serviços iguais aos nossos e recebem mais”, alegou Antunes.
Amanhã (7), está prevista uma reunião de representantes da Unacon com técnicos do Ministério do Planejamento, às 17 horas. A entidade está convocando servidores da CGU para uma mobilização, a partir das 14 horas, na frente do ministério, para uma vigília à espera da decisão do governo.
O presidente da Unacon disse que a diferença salarial não afetará os
cofres públicos. O governo, porém, já informou que a
verba destinada aos aumentos para várias carreiras, de R$ 3,4 bilhões, já está
comprometida, devido o aumento salarial dos policiais civis e
militares.
Segundo Antunes, a negociação com o governo já
acontece há muito tempo e, caso não se chegue a um
acordo, é provável que, na próxima semana, a
greve dos servidores da CGU seja iniciada.
Se a greve ocorrer, as
viagens para os municípios, que estão sendo fiscalizados
por descentralização dos programas do governo federal,
poderão ser interrompidas, segundo advertiu Fernando Antunes.
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