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Brasília - A Câmara de Comércio Exterior (Camex)
facilitou hoje (6) a importação de 260 tipos de
máquinas e equipamentos. Ao todo, 256 bens de capital (usados
na produção) e quatro produtos de informática e
telecomunicações foram incluídos na lista de
ex-tarifários, regime que isenta de impostos as importações
destinadas a ampliar a capacidade produtiva do país.
Segundo
o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, os 260 itens correspondem a US$ 881 milhões em
importações que estão incluídos em
investimentos de US$ 2,4 bilhões. Os setores mais beneficiado
pela desoneração foram os próprios bens de
capital (para a indústria em geral), que representam 26%
desses investimentos, seguidos por distribuição e
geração de energia (18,24%), madeira e móveis
(9,37%) e produtos alimentícios (8,80%).
Para a secretária-executiva da Camex, Lytha
Spíndola, a inclusão desses produtos no regime de
ex-tarifários é importante para que o país se
modernize. “Todas essas aquisições de produtos do
ex-tarifário se revertem em investimentos no setor produtivo”,
explica. “São importações de máquinas e
equipamentos não-produzidos no mercado nacional.
Desde julho de 2001, quando o ex-tarifário
entrou em vigor, o incentivo foi concedido a cerca de 6 mil produtos
que respondem por aproximadamente US$ 11 bilhões em
importações.
Apesar de constar na pauta do encontro da Camex, a
importação de trigo não foi discutida. Segundo
Lytha Spíndola, o governo ainda não tem urgência
em rever o assunto porque, até agora, o Brasil utilizou pouco
mais da metade da cota de 1 milhão de toneladas do produto
válida até 30 de junho – 10% em importações
efetivas e 40% em pedidos de compras do exterior.
Mesmo com a suspensão das exportações
de trigo por parte da Argentina, principal mercado fornecedor do
cereal ao Brasil, a secretária assegurou que não há
risco de escassez do produto. “Ainda temos estoque, não há
perigo de desabastecimento”, disse.
Há dois meses, a
Camex autorizou a importação com alíquota zero
de um milhão de toneladas de trigo de outros mercados, como
Estados Unidos e Canadá, por causa da interrupção
das exportações argentinas. De acordo com a secretária,
o país vizinho ainda está analisando o pedido do Brasil
para comprar mais 100 mil toneladas do cereal. “Como ainda não
houve resposta deles, não podemos decidir nada hoje”,
alegou.
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