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6 de Maio de 2008 - 13h44 - Última modificação em 6 de Maio de 2008 - 13h44


Prefeitos condicionam diálogo com Morales a reconhecimento de referendo

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Os prefeitos (governadores) dos departamentos (estados) bolivianos de Tarija, Mario Cossío, e de Beni, Ernesto Suárez, afirmaram que antes de instalar qualquer mesa de diálogo, o governo deve reconhecer os resultados da consulta sobre o estatuto pela autonomia de Santa Cruz. 

“Eu creio que só vamos trabalhar com o presidente [Evo Morales] se ele modificar a sua conduta. Vai ser possível falar com ele somente se reconhecer a vontade popular”, disse Cossío à Agência Boliviana de Informação (ABI). E completou que “enquanto o presidente desconhecer o resultado da vontade popular será impossível dialogar, porque desconheceria os acordos a que se chegue [em uma mesa de diálogo] com todos os prefeitos”.

Ernesto Suárez afirmou que o governo central não esperava os resultados da consulta realizada no domingo (4). Apesar de dizer que os prefeitos sempre apostaram no diálogo, Suárez deixou claro que “os processos de autonomia em Beni, Pando e Tarija”, a exemplo do que aconteceu em Santa Cruz, “vão continuar e nenhum diálogo vai detê-los”.

Consultado pela ABI, o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorenti, disse que é necessário instalar uma mesa de negociações para que o processo seja conduzido legalmente. “O presidente foi bem claro. Está convocando ao diálogo todos os prefeitos para que as autonomias sejam trabalhadas”, afirmou.

O secretário por autonomias da prefeitura de Santa Cruz, Gabriel Dabdoub, disse que o principal obstáculo que impede a negociação é a Constituição aprovada em Oruro. “Há vontade [de dialogar], o que deve ser feito é reiniciar o projeto de Constituição do Movimento ao Socialismo [MAS, partido do governo], para que as autonomias departamentais sejam incorporadas de forma real”, indicou.

*Com informações da Agência Boliviana de Informação

 


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