A dengue não é mais motivo de preocupação no Parque Aquático Maria Lenk, onde são disputadas as últimas seletivas de natação para os Jogos Olímpicos de Pequim, que serão realizados em agosto. Como o parque fica na zona oeste do Rio, região da cidade mais atingida pela doença, os organizadores chegaram a cogitar a transferência da competição.
Hoje (6), na abertura das seletivas, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e o governo estadual falaram sobre as medidas adotadas para manter longe dos atletas o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Segundo o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, uma faixa de proteção com raio de 1 quilômetro do Maria Lenk está sendo vistoriada por agentes de saúde.
“Fizemos um cinturão buscando criadouros, usamos fumacê contra o mosquito adulto. E fazemos um trabalho [de prevenção] nos hotéis e de combate ao longo do trajeto pelo qual passarão os atletas”, explicou Côrtes.
Já classificado para Pequim, o nadador Rodrigo Castro, de Belo Horizonte, disse que acredita na eficácia das medidas, que foram divulgadas para os atletas antes mesmo da competição, mas ressaltou que não deixa de se cuidar, mesmo estando um pouco mais despreocupado. “A precaução que tive foi trazer repelente, andar sempre de calça comprida, de manga comprida, parecendo um astronauta", disse Castro. "Por enquanto, não tenho visto mosquito, não.”
A nadadora carioca Mariana Brochado contou que, nos últimos dias, procurou tranqüilizar os colegas quanto à dengue e lembrar que a preocupação dos atletas deve ser com a classificação nas seletivas.“Em janeiro e fevereiro foi pior. Agora, o clima está melhor. Aqui [no Parque Maria Lenk] venta muito, não está muito calor. A galera pode ficar tranqüila e focar nos resultados dentro da água”, disse Mariana, que ainda precisa garantir índice para disputar a Olimpíada em Pequim.