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6 de Maio de 2008 - 12h58 - Última modificação em 6 de Maio de 2008 - 13h42


Denúncias de abusos no Pará retratam situação difícil de resolver, avalia bispo

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - Religiosos do Pará participam da reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Presidência da República
Brasília - Religiosos do Pará participam da reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Presidência da República
Brasília - O bispo da Diocese de Abaetetuba (PA), dom Flávio Giovenale, disse hoje (5) que as denúncias de tráfico de seres humanos, pedofilia e exploração sexual de crianças e adolescentes do interior do estado retratam uma situação que não deve ser resolvida facilmente.

"Temos problemas que seria ingenuidade pensar que se resolvem facilmente. Alguns foram se acumulando durante anos e não é possível resolver de repente", disse o religioso, que participa de reunião extraordinária do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).

Além de dom Flávio Giovenale, os conselheiros ouvem hoje os bispos Luiz Azcona e Erwin Krautler e o padre José Amaro Lopes de Souza. Por terem denunciado casos de tráfico de mulheres e de crianças do estado do Pará para fins de exploração sexual, eles foram ameaçados de morte.

Na reunião, Giovenale disse que há dois meses encaminhou as denúncias à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, mas que ainda não recebeu retorno do governo federal. "Pelo menos uma satisfação, até para nos animar, seria interessante." Para ele, a reunião com o CDDPH representa uma possibilidade de se avançar para reduzir o problema.

Ele destacou que as ameaças de morte provocam insegurança. "As ameaças não deixam [a gente] ficar tranqüilo. Tivemos casos como o da irmã Dorothy Stang em que não houve respeito à idade dela, nem pela situação em que se encontrava", disse o bispo, referindo-se ao assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, no município de Anapu (PA).

A religiosa, que defendia a exploração sustentável da floresta, foi assassinada quando seguia para uma reunião com colonos, para tratar de questões referentes ao Programa de Desenvolvimento Sustentável (PDS).


 


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