



|
Brasília - Por unanimidade - e sob aplausos de senadores e deputados que acompanharam a votação
-, o Senado aprovou agora à noite correção ao
projeto de lei que fixa gastos mínimos da União, dos
estados e dos municípios na área da saúde
pública (PLS 121/07).
A correção,
considerada prioridade pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves
(PMDB-RN), foi possível após
acordo entre oposição e base aliada para votação
das Medidas Provisórias 408 e 409, que abrem crédito
extraordinário para diversos órgãos do Poder
Executivo. As MPs foram apreciadas e aprovadas hoje (6).
O PLS
121 regulamenta a Emenda Constitucional 29/00, propondo critérios
para a distribuição e aplicação dos
investimentos na área de saúde pública do país.
Pelo projeto, a União deverá aplicar anualmente, a
partir de 2011, o mínimo de 10% de suas receitas correntes
brutas na saúde. Até lá, o gasto será de
8,5% em 2008, 9% em 2009 e 9,5% em 2010.
O projeto foi
aprovado em 9 de abril. Por equívoco na incorporação
de emendas, porém, o acréscimo anual de recursos para a
saúde seria de R$ 5 bilhões, em vez de R$ 10 bilhões.
A correção aprovada hoje devolve os valores
inicialmente previstos.
Corrigido, o PLS 121 será
encaminhado para apreciação pela Câmara de
Deputados e só entrará em vigor depois de aprovado
pelos deputados e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. Até lá, continuam valendo as regras da Emenda
Constitucional 29, que determina que o governo federal é
obrigado a destinar à saúde o mesmo montante do ano
anterior corrigido pela inflação, mais o percentual de
crescimento da economia.
|
|