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Brasília - A
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou os conflitos na
Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, como “um
dilema civilizatório” que o país precisa enfrentar,
depois de séculos de massacre das populações
indígenas.
Durante a
abertura da Terceira Conferência Nacional do Meio Ambiente, a
ministra fez hoje (7) um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para
que mantenha a legalidade da demarcação de
Raposa Serra do Sol. Em abril, uma decisão do tribunal
suspendeu a retirada de arrozeiros que ocupam a área indígena.
“O
presidente Fernando Henrique Cardoso corajosamente demarcou Raposa
Serra do Sol, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corajosamente homologou a terra e
agora nós esperamos que a Justiça brasileira mantenha
esse avanço civilizatório do nosso país”,
afirmou.
Na
avaliação de Marina Silva, a manutenção
dos 1,7 milhões de hectares da reserva em área contínua
na fronteira não representa qualquer risco à soberania
nacional.
“Tenho
absoluta certeza que os nossos militares têm nos nossos índios
os maiores aliados da presença brasileira nas nossas
fronteiras”, defendeu, ao citar que, fora das unidades de
conservação, “a maior contribuição”
para preservação ambiental vem da demarcação
de terras indígenas.
A
ministra ainda comparou Roraima a Jerusalém, ao afirmar que
para as populações indígenas a região de
Raposa Serra do Sol “é um ponto de referência”,
assim como a cidade do Oriente Médio é para os
cristãos. “Já arroz é possível produzir
em qualquer terra fértil”, avaliou.
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