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7 de Maio de 2008 - 23h47 - Última modificação em 7 de Maio de 2008 - 23h47


Ministra faz apelo ao STF para manter demarcação da reserva Raposa Serra do Sol

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou os conflitos na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, como “um dilema civilizatório” que o país precisa enfrentar, depois de séculos de massacre das populações indígenas.

Durante a abertura da Terceira Conferência Nacional do Meio Ambiente, a ministra fez hoje (7) um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que mantenha a legalidade da demarcação de Raposa Serra do Sol. Em abril, uma decisão do tribunal suspendeu a retirada de arrozeiros que ocupam a área indígena.

“O presidente Fernando Henrique Cardoso corajosamente demarcou Raposa Serra do Sol, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corajosamente homologou a terra e agora nós esperamos que a Justiça brasileira mantenha esse avanço civilizatório do nosso país”, afirmou.

Na avaliação de Marina Silva, a manutenção dos 1,7 milhões de hectares da reserva em área contínua na fronteira não representa qualquer risco à soberania nacional.

“Tenho absoluta certeza que os nossos militares têm nos nossos índios os maiores aliados da presença brasileira nas nossas fronteiras”, defendeu, ao citar que, fora das unidades de conservação, “a maior contribuição” para preservação ambiental vem da demarcação de terras indígenas.

A ministra ainda comparou Roraima a Jerusalém, ao afirmar que para as populações indígenas a região de Raposa Serra do Sol “é um ponto de referência”, assim como a cidade do Oriente Médio é para os cristãos. “Já arroz é possível produzir em qualquer terra fértil”, avaliou.

 


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