O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) considerou a exposição da ministra-chefe do Gabinete Civil da Presidência, Dilma Rousseff, na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, como tranqüila e serena.
"Ela respondeu razoavelmente a algumas perguntas, mas teve um desempenho à altura da expectativa em torno da sua vinda ao Senado".
De acordo com Garibaldi, a presença da ministra no Senado "foi tão adiada que os oposicionistas passaram a ter a sua munição desgastada com o correr do tempo e a coisa se tornou muito repetitiva".
O senador disse que os esclarecimentos da ministro em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi muito útil. “As dúvidas foram esclarecidas, por isso creio que agora a comissão tem todos os elementos para fazer fluir o seu trabalho".
O presidente do Senado não vê justificativa para uma volta da ministra Dilma Rousseff ao Senado.
"Se alguém quiser que ela volte, só se for uma pessoa muito insaciável, dotada de muita ansiedade, muita fome. Houve pergunta, houve resposta, houve réplica, houve tréplica, então depois de tudo isto alguém ainda querer que ela volte realmente é ser muito insaciável", afirmou.
Já o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), considerou insatisfatória as explicações da ministra sobre o suposto dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Estou convicto de que teve dossiê, sim. E mais, de que é uma prática criminosa, do ponto de vista jurídico, reprovável do ponto de vista ético e sem dúvida alguma abjeta do ponto de vista de ação de governo", afirmou.
De acordo com o líder, "o dossiê saiu da Casa Civil e foi confeccionado pela Dra. Erenice [Guerra, secretária-executiva da Casa Civil]”.