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7 de Maio de 2008 - 11h01 - Última modificação em 7 de Maio de 2008 - 13h00


Dilma se dispõe a responder a todas as perguntas, mas só depois de falar sobre PAC

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fala na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fala na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
Brasília - Com o plenário lotado, a Comissão de Infra-Estrutura do Senado começa a ouvir a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Ela foi convocada para falar sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas a oposição se prepara para fazer perguntas sobre o suposto dossiê de gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso e da então primeira-dama, Ruth Cardoso.

Os dados foram levantados pela Casa Civil e atestam gastos com alimentação, bebida e objetos pessoais. O vazamento das informações está sob investigação. "Eu me disponho a responder a todas as perguntas que me fizerem depois da minha exposição sobre o PAC”, disse a ministra.

Não discutir o suposto dossiê, segundo o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), seria "tapar o sol com a peneira". "A ministra deve se expressar sobre o que pensa. Teremos muito mais a falar sobre PAC do que de dossiê, mas falar sobre dossiê é relevante", disse. "A senhora deve falar de uma vez por todas o que sabe", completou.

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), também quer que a ministra se explique sobre o assunto. "Gostaria que, dessa reunião, resultasse um esclarecimento. Aí, não precisaríamos mais voltar a esse assunto", disse. "O dossiê, na minha opinião, é a volta do regime de exceção. É o uso do Estado para encostar uma pessoa na parede", continuou.

Aoposição alega que o suposto dossiê seria instrumento de pressão contra os oposicionistas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, que tem ampla maioria governista.

Os governistas estão dispostos a blindar a ministra e fazer com que o assunto da reunião se resuma às obras do PAC e da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), deu o recado: "Aprovamos requerimento para tratar especificamente das obras do PAC e da Hidrelétrica de Belo Monte. Não estamos vindo aqui nem bater, nem apanhar. Estamos aqui vindo cumprir um rito da democracia. A ministra está vindo prestar contas de uma ação extremamente importante para o país", disse ao acrescentar que a base governista estará "vigilante sobre as questões regimentais".

Jucá completou, no entanto, que os senadores devem ter a liberdade para perguntar o que desejarem e que caberá à ministra, de acordo com o regimento, responder os questionamentos.

A reunião conta com a presença de deputados e senadores, mas o presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), avisou que, como a reunião é exclusiva do Senado, deputados não poderão fazer perguntas à ministra.




 


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