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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fala na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
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Brasília - Com
o plenário lotado, a Comissão de Infra-Estrutura do
Senado começa a ouvir a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff.
Ela foi convocada para falar sobre as obras do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), mas a oposição
se prepara para fazer perguntas sobre o suposto dossiê de
gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso e
da então primeira-dama, Ruth Cardoso.
Os dados foram
levantados pela Casa Civil e atestam gastos com alimentação,
bebida e objetos pessoais. O vazamento das informações
está sob investigação. "Eu
me disponho a responder a todas as perguntas que me fizerem depois da
minha exposição sobre o PAC”, disse a ministra.
Não
discutir o suposto dossiê, segundo o líder do PSDB,
Arthur Virgílio (AM), seria "tapar o sol com a peneira".
"A ministra deve se expressar sobre o que pensa. Teremos muito
mais a falar sobre PAC do que de dossiê, mas falar sobre dossiê
é relevante", disse. "A senhora deve falar de uma
vez por todas o que sabe", completou.
O líder do
DEM, José Agripino Maia (RN), também quer que a
ministra se explique sobre o assunto. "Gostaria que, dessa
reunião, resultasse um esclarecimento. Aí, não
precisaríamos mais voltar a esse assunto", disse. "O
dossiê, na minha opinião, é a volta do regime de
exceção. É o uso do Estado para encostar uma
pessoa na parede", continuou.
Aoposição
alega que o suposto dossiê seria instrumento de pressão
contra os oposicionistas na Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, que tem
ampla maioria governista.
Os governistas estão
dispostos a blindar a ministra e fazer com que o assunto da reunião
se resuma às obras do PAC e da Hidrelétrica de Belo
Monte, no Pará.
O líder do governo na Casa, Romero Jucá
(PMDB-RR), deu o recado: "Aprovamos requerimento para tratar
especificamente das obras do PAC e da Hidrelétrica de Belo
Monte. Não estamos vindo aqui nem bater, nem apanhar.
Estamos aqui vindo cumprir um rito da democracia. A ministra está
vindo prestar contas de uma ação extremamente
importante para o país", disse ao acrescentar que a base
governista estará "vigilante sobre as questões
regimentais".
Jucá
completou, no entanto, que os senadores devem ter a liberdade para
perguntar o que desejarem e que caberá à ministra,
de acordo com o regimento, responder os questionamentos.
A reunião
conta com a presença de deputados e senadores, mas o
presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), avisou que,
como a reunião é exclusiva do Senado, deputados não
poderão fazer perguntas à ministra.
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