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7 de Maio de 2008 - 14h11 - Última modificação em 7 de Maio de 2008 - 14h12


Dilma reafirma que governo brasileiro não vai alterar o Tratado de Itaipu

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - “Não há da nossa parte nenhuma disposição de negociar o Tratado de Itaipu, mas o governo brasileiro está aberto para estabelecer uma relação e fazer outro tipo de negociação com o governo do Paraguai. Agora, quanto aos termos do Tratado, ele é um Tratado que foi realizado de forma absolutamente legal, correta e vigente“, disse hoje (7) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante audiência pública na Comissão de Infra-estrutura do Senado.

Ainda no campo energético, a ministra disse que há uma decisão do governo de retomar o programa nuclear brasileiro, e que o país precisará de mais de uma usina nuclear para suprir a necessidade energética do Brasil. “Temos que começar a fazer agora, porque as hidrelétricas não vão ser suficientes para atender a demanda do país”, afirmou.

Dilma Rousseff também destacou o esforço do governo para aumentar o grau de investimento em rodovias e diminuir o preço dos pedágios.

A ministra disse também que a licitação para a construção do trem de alta velocidade, que irá ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e a Campinas, vai exigir que haja transferência de tecnologia para empresas brasileiras.

Segundo ela, o governo já iniciou a discussão com grandes empreiteiras brasileiras e com fornecedores de sistemas operacionais. “Não vamos aceitar fazer sem que haja transferência de tecnologia a empresas brasileiras”, disse.

As tecnologias disponíveis para a construção do trem são de origem japonesa, alemã e francesa. Segundo Dilma, o governo já discutiu com representantes estrangeiros, que se demonstraram dispostos a fazer o processo de transferência de tecnologia.

Dilma disse que o governo está fazendo os estudos de viabilidade econômica e estudando o traçado do trem. Também será feita uma parceria com o Banco Mundial, para a contratação de especialistas internacionais para a supervisão técnica do projeto e o acompanhamento do processo licitatório.

A linha do trem de alta velocidade terá uma extensão total de 518 quilômetros e investimentos estimados em US$ 11 bilhões.




 


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