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Brasília - A Secretaria Especial
dos Direitos Humanos criticou hoje (7), em nota
assinada pelo ministro Paulo Vannuchi, a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de
Moura (Bida), acusado de ser o mandante do assassinato da missionária
norte-americana Dorothy Stang, há três anos, em Anapu, no Pará.
Por cinco votos a dois,
Bida foi absolvido ontem (6), no segundo julgamento a que respondeu, na 2ª Vara do Júri de Belém. O advogado
Eduardo Imbiriba, que defendeu o fazendeiro, pediu a absolvição
do acusado sustentando a tese de negativa de mando do crime.
“Esta secretaria se
une à indignação já manifestada pelos
familiares da irmã Dorothy, por prelados católicos e
por todos os brasileiros e brasileiras que decidiram declarar
publicamente seu inconformismo com uma decisão que reforça
ainda mais o sentimento de impunidade já tão
disseminado em nosso país, como vetor de estímulo à
criminalidade e à violência”, diz a nota.
A Secretaria Especial
dos Direitos Humanos destaca que, neste ano, celebram-se os 60 anos da Declaração Universal dos
Direitos Humanos, da Organização das Nações
Unidas (ONU), e considera “estarrecedor constatar que tristes
episódios de celebração da impunidade seguem
acontecendo entre nós”.
Ainda na nota, a secretaria reafirma “sua confiança na capacidade de o Poder Judiciário
brasileiro comprovar seu alinhamento, corrigindo com rapidez a
sentença de primeira instância para produzir justiça”.
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