Jovens de 18 a 29 anos que saibam ler e escrever vão poder participar
do Programa Nacional de Inclusão de Jovens - ProJovem Urbano.
A expectativa é que cerca de 900 mil jovens possam ser
beneficiados pela inciativa até 2010, segundo a Secretaria
Nacional de Juventude. O ProJovem Urbano foi apresentado hoje (7), no
Palácio do Planalto, a prefeitos de cidades com mais de 200
mil habitantes e representantes de governos estaduais.
O
Projovem Urbano compõe, com
o ProJovem Adolescente, o ProJovem Campo e o ProJovem Trabalhador, o
novo Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem). O
antigo, criado em 2005, foi reformulado no mês passado para
reunir ações voltadas aos jovens que antes eram
desenvolvidas por vários ministérios.
Das quatro
modalidades, o Projovem Urbano é o que vai desempenhar as
atribuições originais do programa antigo. A meta é
levar de volta à escola jovens fora da idade escolar, sem o
ensino fundamental, desempregados e sem qualificação
profissional.
No
entanto, a nova versão traz algumas modificações.
A faixa etária para participar do programa, que era de 18 a 24
anos, passou a incluir jovens de até 29 anos. Antes, eles
precisavam ter estudado até a quarta série e agora a
exigência passou a ser apenas a alfabetização.
Enquanto
o programa original era restrito a 54 cidades com mais de 200 mil
habitantes localizadas em regiões metropolitanas, a versão
lançado hoje poderá ser implantado em qualquer
município. Nas 130 cidades com mais de 200 mil habitantes, a
adesão é feita diretamente pelas prefeituras. Nas
demais, a execução do programa ficará a cargo
dos governos estaduais que aderirem ao ProJovem Urbano.
Segundo
o secretário Nacional de Juventude, Beto Cury, a elevação
da idade limite, a redução da escolaridade e a inclusão
de municípios do interior ampliam o público-alvo e
aperfeiçoam o Projovem. “São modificações
que aperfeiçoam o programa, ampliam o público-alvo e
nos permitem atender mais jovens com essas características A
gente sai de uma meta de 230 mil jovens atendidos para 900 mil até
2010, afirmou.
O
valor da bolsa mensal de R$ 100,00 pago aos estudantes não foi
alterado, mas a o período de permanência no programa foi
ampliado de 12 para 18 meses. Além de aulas para concluir o
ensino fundamental, o Projovem Urbano inclui cursos de capacitação
em 23 áreas, ensino de informática e participação
em ações comunitárias.
Ao
apresentar a inciativa, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Luiz Dulci, destacou a importância do
conjunto de ações para fazer com que os jovens fora da
idade escolar concluam a 8ª série e possam ter mais
chances na sociedade.
“É difícil trazer o jovens de volta para a escola. Muitos deles já estão na economia informal, fazendo bicos, trabalhos precários e muitas delas já são mães de família. Se oferecêssemos só o ensino talvez não fosse estímulo suficiente. Por isso, estamos oferecendo a formação escolar - acelerada, mas de qualidade -, a qualificação profissional, a informática, o trabalho comunitário. Tudo isso integrado estimula mais o jovem a voltar, a fazer com que todos tenham oportunidade de completar pelo menos a 8ª série”, afirmou.
A modalidade ProJovem Adolescente é uma reformulação do programa Agente Jovem, que existia no MDS, para estimular o retorno a escola de jovens com idade entre 15 e 17 anos assegurando assistência social às famílias.