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Brasília - O ministro do Planejamento, Orçamento e
Gestão, Paulo Bernardo, informou hoje (8) que as medidas de
barateamento do crédito e de redução de
impostos, que farão parte da política industrial, podem
ser enviadas ao Congresso Nacional, por meio de medida provisória.
O anúncio das medidas está previsto para a próxima
segunda-feira (12), no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, a opção pela MP
é para não postergar a eficácia das medidas.
"Como nós estamos falando em tirar impostos, abrir linhas
de crédito mais barato, o ideal seria ter vigência e
eficácia mais imediata. O ideal seria por MP", disse.
Paulo Bernardo afirmou ainda que a decisão
sobre como enviar a política industrial ao Congresso caberá
ao presidente Lula e aos ministros da área, Miguel Jorge, do
Desenvolvimento, e Guido Mantega, da Fazenda.
Para ele, é necessário, antes, no
entanto, uma consulta aos presidentes do Senado e da Câmara,
por conta da "indisposição política",
no Congresso Nacional, com a edição de MP's.
A nova Política Industrial conta com
incentivos às empresas exportadoras. O segmento vem se
queixando de dificuldades com a valorização do Real
frente o dólar.
Paulo Bernardo reafirmou que o
governo não pensa em adotar medidas para controlar a
valorização da moeda, pois o governo chegou à
conclusão de que o câmbio flutuante é a melhor
solução para evitar a especulação e os
gastos fiscais.
"[A política
industrial] vai dar um fôlego para o setor exportador, que
interessa para eles e interessa para o país. Não temos
nenhuma outra definição", disse.
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