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8 de Maio de 2008 - 15h56 - Última modificação em 8 de Maio de 2008 - 16h46


Política industrial pode ir ao Congresso por meio de medida provisória, diz Paulo Bernardo

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, informou hoje (8) que as medidas de barateamento do crédito e de redução de impostos, que farão parte da política industrial, podem ser enviadas ao Congresso Nacional, por meio de medida provisória. O anúncio das medidas está previsto para a próxima segunda-feira (12), no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a opção pela MP é para não postergar a eficácia das medidas. "Como nós estamos falando em tirar impostos, abrir linhas de crédito mais barato, o ideal seria ter vigência e eficácia mais imediata. O ideal seria por MP", disse.

Paulo Bernardo afirmou ainda que a decisão sobre como enviar a política industrial ao Congresso caberá ao presidente Lula e aos ministros da área, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, e Guido Mantega, da Fazenda.

Para ele, é necessário, antes, no entanto, uma consulta aos presidentes do Senado e da Câmara, por conta da "indisposição política", no Congresso Nacional, com a edição de MP's.

A nova Política Industrial conta com incentivos às empresas exportadoras. O segmento vem se queixando de dificuldades com a valorização do Real frente o dólar.

Paulo Bernardo reafirmou que o governo não pensa em adotar medidas para controlar a valorização da moeda, pois o governo chegou à conclusão de que o câmbio flutuante é a melhor solução para evitar a especulação e os gastos fiscais.

"[A política industrial] vai dar um fôlego para o setor exportador, que interessa para eles e interessa para o país. Não temos nenhuma outra definição", disse.



 


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