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Brasília - A Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado suspendeu
hoje (8) a tramitação do projeto de lei do Executivo
que institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) na
importação de mercadorias provenientes do Paraguai,
conhecido como Projeto dos Sacoleiros. O projeto tem caráter
de urgência, mas o Senado vai propor mais 30 dias para
discussões.
Depois de audiência
pública, em que o secretário da Receita Federal do
Brasil (RFB), Jorge Rachid, empresários e representantes de
classe manifestaram divergências em torno da matéria, o
senador Aloizio Mercadante (PT-SP), sugeriu que os debates em torno
da excepcionalidade tributária fossem ampliados.
“Seria prudente dar
um tempo para o amadurecimento dessas discussões. O projeto é
estratégico nas relações com nossos vizinhos”,
argumentou.
Segundo ainda o
senador, “a realidade política do Mercosul é
diferente hoje” em relação a setembro do ano passado
quando o governo encaminhou a proposta.
O presidente da CCJ,
senador Marco Maciel (DEM-PE), considerou sensata a preocupação
de Mercadante e decidiu levar o assunto para a reunião de
líderes na próxima terça-feira (13).
A proposta tenta trazer
para a legalidade os microempresários que vivem da importação
de produtos do Paraguai, e deve beneficiar apenas empresas de pequeno
porte, cadastradas no Simples Nacional, com faturamento máximo
de R$ 240 mil por ano.
A proposta, já
aprovada pela Câmara dos Deputados, prevê uma tarifa
única de 42,25% sobre o preço de aquisição
das mercadorias importadas, o que corresponde a 18% de Imposto de
Importação, 15% de Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), 6,65% da Contribuição para
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e 1,65% da contribuição
do Programa de Integração Social (PIS).
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