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Brasília - Os auditores fiscais decidiram
suspender a greve até o dia 1º de junho em caráter nacional e voltar ao
trabalho na próxima segunda-feira (12). A decisão,
tomada hoje (8) em assembléia, foi uma exigência do
governo para que as negociações possam prosseguir sem
mais transtornos, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos
Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Pedro Delarue.
“O
ministro [do Planejamento, Paulo Bernardo] fez um apelo pela
continuidade da negociação com a categoria fora do
movimento grevista. E nós decidimos então suspender a
greve por tempo determinado, para que a negociação
possa fluir com menos tensão”, afirmou Delarue.
Ele
disse esperar que o governo também cumpra sua parte, para que
as negociações possam ser concluídas de forma
favorável a todos. “Os auditores estão agindo com
maturidade, tentando evitar maiores transtornos à população.
Nós demos um passo e esperamos que o governo dê o deles
também”.
O sindicalista afirmou que a partir de
segunda-feira, os trabalhos serão retomados normalmente. E que
se houver algum interesse do governo na aceleração dos
trabalhos, para que as questões relativas ao represamento de
cargas voltem ao normal, isso implicará num acordo para que os
dias parados não sejam descontados.
“Se tivermos que
trabalhar mais para compensar o tempo que não trabalhamos,
então vai ter que haver uma compensação de
horas, [que seria] não descontar os dias que ficamos
parados”, garantiu.
A categoria está em greve desde o
dia 18 de março, reivindicando reajuste salarial;
subsídio como forma de remuneração; e redução
da distorção na tabela de vencimentos em que 90% da
classe está no topo da carreira, 10% no início e a
faixa intermediária praticamente não é ocupada. Após o dia 1º de junho, os auditores entrarão em greve de novo se as negociações não forem retomadas de maneira considerada satisfatória.
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