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Brasília - O Plano
Amazônia Sustentável (PAS), lançado hoje (8)
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê a
implementação de um novo modelo de desenvolvimento na
Amazônia brasileira e engloba, ao todo, 16 compromissos assumidos
pelo governo federal para colocar em prática ações
emergenciais e estruturantes na região.
A
abrangência territorial do PAS inclui os nove
estados-membros da Amazônia Legal – Acre; Amapá;
Amazonas; Pará; Rondônia; Roraima; Tocantins; Mato
Grosso e parte do Maranhão
– além de partes do estado de Goiás e do Distrito
Federal. Estima-se que mais de 23 milhões de pessoas sejam atendida pelo plano.
Os 16 compromissos assumidos pelo governo são os seguintes:
Promover
o desenvolvimento sustentável com valorização
da diversidade sociocultural e ecológica e redução
das desigualdades regionais.
Ampliar
a presença democrática do Estado, com integração
das ações dos três níveis de governo, da
sociedade civil e dos setores empresariais.
Fortalecer
os fóruns de diálogo intergovernamentais e esferas de
governos estaduais para contribuir para uma maior integração
regional, criando o Fórum dos Governadores da Amazônia
Leal.
Garantir
a soberania nacional, a integridade territorial e os interesses
nacionais.
Fortalecer
a integração do Brasil com os países
sul-americanos amazônicos, fortalecendo a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OCTA) e o Foro
Consultivo de Municípios, Estados, Províncias e
Departamento do Mercosul.
Combater
o desmatamento ilegal, garantir a conservação da
biodiversidade, dos recursos hídricos e mitigar as mudanças
climáticas.
Promover
a recuperação das áreas já desmatadas,
com aumento da produtividade e recuperação florestal.
Implementar
o zoneamento ecológico-econômico e acelerar a
regularização fundiária.
Assegurar
os direitos territoriais dos povos indígenas e das
comunidades tradicionais e promover a eqüidade social,
considerando gênero, geração, raça,
classe social e etnia.
Aprimorar
e ampliar o crédito e o apoio para as atividades e cadeias
produtivas sustentáveis.
Incentivar
e apoiar a pesquisa científica e a inovação
tecnológica.
Reestruturar,
ampliar e modernizar o sistema multimodal de transportes, o sistema
de comunicação e a estrutura de abastecimento.
Promover
a utilização sustentável das potencialidades
energéticas e a expansão da infra-estrutura de
transmissão e distribuição, com ênfase em
energias alternativas limpas e garantindo o acesso das populações
locais.
Assegurar
que as obras de infra-estrutura provoquem impactos socioambientais
mínimos e promovam a melhoria das condições de
governabilidade e da qualidade de vida das populações
humanas nas respectivas áreas de influência.
Melhorar
a qualidade e ampliar o acesso aos serviços públicos
nas áreas urbanas e rurais.
Garantir
políticas públicas de suporte ao desenvolvimento rural
com enfoque nas dimensões da sustentabilidade econômica,
social, política, cultural, ambiental e territorial.
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