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10 de Maio de 2008 - 16h00 - Última modificação em 10 de Maio de 2008 - 16h00


Setor imobiliário poderá ter índice específico na Bovespa

Petterson Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O setor imobiliário poderá ter um índice específico na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A consulta pública eletrônica para a elaboração do índice está aberta desde o dia 2 deste mês no site da Bovespa: www.bovespa.com.br

Segundo informações da Assessoria de Imprensa da Bovespa, um dos objetivos do novo índice é identificar empresas com potencial nos setores e subsetores da construção civil e da construção pesada, entre outros segmentos afins e medir o comportamento das ações mais representativas dos setores da atividade imobiliária.

De acordo com a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), a iniciativa é uma reivindicação do mercado. “Está na hora, diante da situação do setor dentro do mercado de capitais, pelo número de empresas que estão na Bolsa e captaram investimento estrangeiro”, afirmou o vice-presidente da Abrasca, Alfried Plöguer.

Plöguer disse que é preciso discutir bem o assunto para estabelecer formatação, metodologia e critérios para criação do índice. “O próprio índice deve ser muito bem estudado. Tem setores mais diversificados, com uma criatividade enorme para gerar produtos. Nem todas as construtoras poderão entrar nesse índice. Tem que ver que tipo de empresa pode entrar e como entrar.”

Atualmente, 49 empresas do setor imobiliário estão listadas na Bovespa – 30 delas desde 2006. Para especialistas, esses números demonstram que o mercado é importante e precisa realmente de um índice específico.

O professor de mercado financeiro Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, ressaltou que o momento é oportuno para criar um índice, já que há maior volume de negociações no setor, na compra da casa própria, com prazos mais extensos e juros mais baixos. Além disso, muitas empresas abriram o capital, lançaram ações e começaram a receber investimentos estrangeiros. Enquanto, no Brasil, o segmento corresponde a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e no México, a 13%, na Espanha, passa de 40%.

“Eu acho muito importante, positivo, porque é um setor que tem grande potencial no Brasil. Acompanhar esse setor através de um índice próprio dá aos investidores uma referência, uma vez que o comportamento dele difere um pouco dos demais setores. É bom que se tenha um indicador próprio, como existe para indústria, telecomunicações, energia elétrica.”

Para o vice-presidente da Abrasca, com a obtenção do grau de investimento pelo Brasil, haverá uma migração de investidores estrangeiros para o país, inclusive para o setor imobiliário. “Muitos fundos de investimentos e ramos, como seguros, não podem investir em países que não tenham o investment grade.

Na opinião do presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), João Batista Crestana, o grau de investimento é importante para o investidor migrar para o Brasil. E, por conseqüência, “virá de uma maneira muito forte, não só para comprar ações na bolsa, mas para participar de fundos”. Para Crestana, o Brasil é a alternativa mais segura hoje no mundo.

Os comentários e sugestões poderão ser enviados à Bovespa até 2 de junho. Depois de analisá-los, Bolsa de Valores decidirá como será criado o índice imobiliário. Ainda não está prevista, entretanto, a data de criação.



 


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