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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva sancionou hoje (8), em cerimônia no
Palácio do Planalto, o projeto de lei que altera o julgamento
de recursos repetitivos, os com teses idênticas, no Superior
Tribunal de Justiça (STJ).
Agora, qualquer decisão
do STJ sobre os recursos deverá ser acatada pelos tribunais
inferiores. Se o STJ decidir que o recurso não deve ter
seguimento, todos os outros recursos serão rejeitados. Já
se o STJ prosseguir com o recurso, os tribunais inferiores deverão
reexaminar os demais.
Segundo levantamento do
STJ, em 2007 mais de 330 mil processos foram julgados, sendo que 74%
tratavam-se de questões já julgadas pelo tribunal.
O presidente do STJ,
ministro Humberto Gomes de Barros, disse que além de afogar o
tribunal, os recursos repetitivos demandam mais gastos do dinheiro
público.
“A Justiça
brasileira é extremamente barata para quem não tem
razão e caríssima para aqueles que estão no bom
direito”, afirmou.
Para o presidente Lula,
a lei poderá não agradar a quem quer protelar uma
decisão judicial. “Muitas vezes, o pagador não se dá
conta de que o que ele pagou ao advogado, o que ele gastou no
processo, era infinitamente maior do que a dívida que ele
teria que pagar se pagasse corretamente. Portanto, essa decisão
vem livrar vocês de uma coisa desagradável e vai livrar
o Estado brasileiro e a sociedade brasileira de virarem vítimas
dos recursos repetitivos”, disse.
O Supremo Tribunal
Federal (STF) também já tem um mecanismo que simplifica
o julgamento de recursos idênticos.
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