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Brasília - O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), passou a manhã de hoje (8) explicando o mal-estar que causou ontem (7), durante depoimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na Comissão de Infra-Estrutura da Casa. O parlamentar descartou, entretanto, a possibilidade de pedir desculpas à ministra.
Ao fazer uma intervenção na audiência da comissão, Agripino citou uma entrevista em que a ministra disse ter mentido quando foi submetida a interrogatórios durante a ditadura militar. Em seguida, o senador do DEM pediu que ela não mentisse em seu depoimento. Emocionada, Dilma respondeu que, sob tortura, não se pode falar a verdade e que mentiu para salvar outras pessoas da repressão do regime militar.
"A minha fala não foi corretamente interpretada", disse o senador do DEM. "Deixei clara a minha solidariedade a ela. Fui mal interpretado, mas isso faz parte da política", completou.
Segundo Agripino, a oposição cogita até insistir numa nova convocação de Dilma ao Senado. No entanto, acrescentou ele, vai aguardar o laudo da Polícia Federal sobre a investigação do vazamento dos dados do suposto dossiê de gastos presidenciais na gestão Fernando Henrique Cardoso. "Se o laudo me convencer, poderá encerrar ou não o assunto", disse.
À tarde, o senador afirmou à Agência Brasil que não estava arrependido pela pergunta que fizera a ministra Dilma. “Não participei da reunião para tentar obter nenhum brilho especial e nem “abafar”. A minha presença teve o objetivo claro de obter respostas para aquilo que o Brasil quer saber. Quem fez o [suposto] dossiê [apontando gastos realizado durante o governo Fernando Henrique Cardoso], com que objetivos e se havia intenção política”, comentou o senador.
Questionado se a oposição havia se equivocado na forma com que abordou a ministra sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sobre o suposto dossiê durante as quase dez horas de audiência, Agripino sugeriu que não houve estratégia conjunta. “A elaboração das perguntas cabe a cada senador. Cada um pergunta sobre aquilo que acha que interessa ao Brasil. Eu perguntei aquilo que acho que interessa”.
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