A participação das fontes de energia renováveis na matriz energética brasileira, que já era a maior do mundo, aumentou de 44,9% para 46,4%. Dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN), divulgado hoje (8), pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indicam que, de 2006 a 2007, a participação das fontes renováveis na matriz energética do país subiu 1,5 ponto percentual, o que representa uma participação maior do que a média mundial - que, em 2005, era de 12,7%.
Segundo a EPE, a participação do setor de petróleo e derivados na matriz energética, que, em 2007, totalizou 36,7%, cresceu apenas 2,8%, em relação a 2006. Já a participação dos produtos derivados da cana-de-açúcar cresceu 17,1%. Com isso, o setor canavieiro passou a responder por 16% da composição das fontes de energia da matriz, quando, em 2006, tinha 14,5% de participação.
Já a parcela da participação de fontes hidráulicas expandiu apenas 5,6%. Houve também um expressivo crescimento da participação do carvão mineral e seus derivados (8,6%), conforme explicou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.
“O carvão mineral está ligado à siderurgia [à produção do coque mineral] e houve um aumento muito grande da produção de aço. Daí a sua fonte, em crescimento, ter sido o carvão mineral”, explicou Tolmasquim.
Abaixo, a composição da matriz energética brasileira, em 2007, segundo o Balanço Energético Nacional, realizado pela EPE:
Petróleo e Derivados – 36,7%
Produtos da Cana-de-Açúcar – 16%
Energia Hidráulica e Eletricidade – 14,7%
Biomassa – 15,6%
Gás Natural – 9,3%
Carvão Mineral e Derivados – 6,2%
Urânio e Derivados (1,4%)