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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva defendeu hoje (9) mudanças na Lei
de Licitações. De acordo com o presidente, a lei da
forma como está cria dificuldade para a realização
de obras públicas.
“A Lei de Licitações
não pode continuar como é. É preciso mudá-la
para facilitar as coisas, porque no Brasil se parte do pressuposto de
que todo mundo é ladrão, então se cria
dificuldade. Mas as dificuldades não resolvem nada, veja
quanto desvio [de recursos] tem”, afirmou o presidente, em
Salvador, na assinatura de ordens de serviço do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
Lula fez críticas
ao Tribunal de Contas da União (TCU), que “quase governa o
país”, pois, no entendimento do presidente, "decide que
obras podem e que obras não podem ser feitas, quando na verdade
sua função é ser um órgão auxiliar
do Congresso".
Ele citou ainda o poder
do Ministério Público – defensor e porta-voz da
sociedade, que é independente em relação aos
Três Poderes.
“O Ministério
Público tem um papel importante, não é culpa
dele, foi nós que demos [a independência]”, afirmou.
Segundo Lula, é
preciso dar prioridade àquilo que pode facilitar a vida do
país e tornar os trabalhos mais ágeis.
As declaração
foram feitas, em Salvador, no lançamento do programa Bolsa
Formação, voltado para militares; do Programa
Habitacional para Agentes de Segurança Pública, de
projetos da Ferrovia Leste Oeste e da Via Expressa Portuária,
e assinadas ordens de serviços para obras do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
O presidente Lula
também visitou o Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasense), no
município baiano de Pojuca e em Lauro Freire, onde autorizou o
início de obras do PAC.
O presidente também
participou, em Ilhéus, do lançamento de um plano
voltado para a região produtora de cacau.
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