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10 de Maio de 2008 - 09h02 - Última modificação em 10 de Maio de 2008 - 09h02


Alta do IPCA de abril pode provocar novo aumento da taxa de juros básica, avalia economista

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A alta de 0,55% em abril do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), equivalente ao dobro do resultado observado em abril de 2007, poderá refletir  em elevação da taxa básica de juros Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), programada para os dias 3 e 4 de junho. 

É o que avalia o economista Cláudio Considera, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O IPCA de abril foi divulgado ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 “A impressão que eu tenho é que o Banco Central já tinha dado conta disso  quando resolveu dar paulada na taxa. Os modelos dele já deviam estar acusando essa variação. Provavelmente, isso [resultado do IPCA] daí dá fôlego  para o Banco Central aumentar a taxa Selic”, disse Considera à Agência Brasil.

Segundo destacou o economista, ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, o Copom vai ter agora uma justificativa para dar um corte o mais rápido possível nessa aceleração inflacionária. Para isso, o Banco Central precisa aumentar a taxa de juros. “Ele vai ter até mais respaldo público para fazer isso por causa da aceleração da inflação”, comentou.

Até a próxima reunião do Copom, em junho, Cláudio Considera acredita que o Banco Central  terá tempo suficiente para olhar a inflação mais à frente e, talvez, ser obrigado a fazer uma elevação dos juros acima do 0,25 ponto percentual, previsto pelos analistas.



 


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