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9 de Maio de 2008 - 13h22 - Última modificação em 9 de Maio de 2008 - 13h39


Lula defende crescimento econômico contido, porém duradouro

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Ao discursar no primeiro de quatro compromissos que tem hoje (9) na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser melhor que o país cresça economicamente de forma contida, desde que seja duradoura. “Nunca trabalhei com a idéia de que o Brasil devesse fazer a loucura de crescer 10% ou 15% ao ano, como já crescemos na década de 70. Trabalho com a idéia de que possamos crescer 5%, 6%, 4,5%, mas que seja durante um longo período, e vá construindo bases sólidas”.

Lula afirmou ainda que “éramos o terceiro mundo até outro dia”. Segundo ele, a lógica que vivemos atualmente é de crescimento da importância de países considerados menos desenvolvidos no momento de tomadas de decisões. “Ainda não ficamos ricos, nem China, nem Ìndia, Brasil, México, Àfrica do Sul, mas a verdade é que nenhuma decisão econômica hoje, no mundo, é tomada sem levar em conta a existência de países importantes que eram considerados periféricos”.

Na avaliação do presidente, o Brasil se “conformou”, durante muito tempo, em ser pobre e é preciso deixar de ser periférico e se tornar uma grande nação, socialmente justa, com economia forte e com alto grau de crescimento tecnológico.

Em discurso, o chefe do executivo reafirmou, também que a crise norte-americana não atingiu o Brasil e mostrou-se abismado com a inexistência de risco de investimento nos Estados Unidos. “Está uma crise imensa [nos EUA] e não tem risco. Aumenta o risco do Brasil, da Rússia, e os americanos, que estão entupidos de dívida, têm risco zero. É uma inversão das empresas que medem risco na minha opinião”, afirmou.

A crise mundial de alimentos também foi relembrada pelo presidente. Segundo Lula, a tendência é de que quanto mais os países cresçam economicamente, mais potencial de compra a população tenha para se alimentar e diversificar o que consome à mesa. “Temos um problema que não acho grave, que é a subida do preço dos alimentos. Esse é um desafio, não pode ser encarado como uma coisa desastrosa para nós. É a chance que temos de fazer mais uma revolução agrícola”.

As declarações foram feitas pelo presidente em Pojuca (BA), durante discurso na visita ao projeto Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene). O gasoduto percorre o trecho entre Catu (BA) e Cacimbas (ES) e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A estimativa da Petrobras é de que a obra seja concluída em 2010 e permita o acréscimo de até 20 milhões de metros cúbicos na oferta de gás natural ao Nordeste, o que representa quase o dobro do que a região consome atualmente. A agenda do presidente na Bahia inclui também visita ao município de Lauro Freitas e a capital Salvador, onde assina atos do PAC nas áreas de habitação, saneamento, infra-estrutura, além do Bolsa Formação para militares.



 


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