O
governo federal já está estuda formas de implantar os chamados
Programas de Emprego Garantido (PEGs) no país. A finalidade é
oferecer, por parte do poder público, emprego temporário aos
trabalhadores com baixa qualificação, em troca de um salário-básico.
Representantes do Executivo e autoridades internacionais discutem as experiências de sucesso, com o programa, em países como a Índia, África do Sul e Argentina, num
simpósio promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico de
Social (BNDES), hoje (9).
Segundo
o secretário de Políticas Públicas de Emprego, do Ministério do
Trabalho, Ezequiel do Nascimento, a idéia é de que o PEG no Brasil tenha como prioridade a área da construção civil, garantindo emprego por sete meses
durante o ano. Os trabalhadores receberiam um salário mínimo, além de
benefícios trabalhistas.
“As
obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio, que já
contam com trabalhadores da própria comunidade, já são uma parte dessa
política. A idéia é de que todas das obras estruturais aproveitem a
população local”, disse Ezequiel do Nascimento.
O
secretário informou ainda que o PEG no Brasil seria voltado para sete
regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Distrito
Federal, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. O PEG substituiria,
em parte, os programas de transferência de renda.
“Estamos avaliando experiências como as da Índia, onde mais de 30 milhões
de trabalhadores têm emprego garantido durante
100 dias no ano, por meio desse programa . Seria uma porta de saída dos programas que envolvem
apenas o viés social, ao incluir geração de renda e trabalho”, afirmou
Nascimento.