A
pecuária praticada na Amazônia brasileira deve primar pelo
uso sustentável das terras em detrimento ao “modelo predatório”
extensivo.
A avaliação é da ministra do Meio
Ambiente, Marina Silva, ao falar do Plano Amazônia Sustentável
(PAS), lançado ontem (8) pelo governo federal.
“Sem
sombra de dúvidas, a pecuária tem uma atenção
necessária. Não podemos continuar com o modelo
predatório da pecuária extensiva, que garimpa
nutrientes, derrubando florestas e queimando", disse.
"Você pode ter um
uso racional das áreas que já foram abertas, com
tecnologia da Embrapa, com recursos técnicos e conhecimento, o
que possibilita dobrar a produção sem derrubar uma
árvore", acrescentou.
Ao
participar de entrevista a emissoras de rádio no estúdio
da Empresa Brasil de Comunicação (EBC),
em Brasília, a ministra destacou que a durabilidade dos pastos
que adotam a pecuária extensiva é de, no máximo, dez anos.
Marina
ressaltou ainda que a atividade extrativista na região amazônica também será contemplada pelo PAS, por
meio de um plano de compras de produtos extrativistas. Segundo a ministra,
mais de R$ 80 milhões serão investidos na
compra de maquinário, realização
de leilões e a abertura de uma linha de crédito para o
manejo florestal.
"Não tem como todas as pessoas se transformarem em madeireiros. A Amazônia não tem condição de suportar atividades que não sejam feitas em bases sustentáveis."