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9 de Maio de 2008 - 21h22 - Última modificação em 9 de Maio de 2008 - 21h32


Ibama promete fiscalizar atividades indígenas na Raposa Serra do Sol

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel da Rocha, fala sobre ações do IBAMA na Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Brasília - O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel da Rocha, fala sobre ações do IBAMA na Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Brasília - Além de fiscalizar treze grandes fazendas de arroz da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no extremo Norte de Roraima, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promete também atuar nas áreas produtivas ocupadas por índios.

Hoje (9), o diretor de Proteção Ambiental do órgão, Flávio Montiel, garantiu que, apesar de ter dado prioridade à fiscalização nas áreas ocupadas por grandes rizicultores, o Ibama irá atuar em toda área de 1,7 milhão de hectares da reserva.

“Toda a terra indígena será periciada. Se identificarmos qualquer dano ambiental causado pela atividade indígena [a comunidade] também será autuada e enquadrada de acordo com a lei de crimes ambientais”, disse Montiel, durante entrevista coletiva, em que anunciou que o Ibama havia multado em R$ 30,6 milhões uma das fazendas do líder do movimento de resistência à retirada de não-índios da Terra Indígena, Paulo César Quartiero, além de embargar qualquer atividade econômica na propriedade.

Afirmando que a multa e o embargo da fazenda de Quartiero se devem aos danos ambientais apontados na perícia feita por funcionários do órgão, Montiel explicou porque razão o Ibama decidiu fiscalizar, em um primeiro momento, apenas as grandes fazendas de arroz. “Não nos pautamos na questão da atividade econômica. Numa ação de fiscalização, nós normalmente procuramos nos pautar pelas atividades que geram o maior dano ambiental”, disse.

Montiel defendeu a estratégia do Ibama de concentrar suas ações nas atividades capazes de desmatar as maiores áreas, alegando que, graças a isso, o índice de desmatamento da Amazônia caiu cerca de 60% nos últimos três anos. Segundo ele, somente em março foi registrado uma queda de 80% em relação aos dois primeiros meses deste ano.

“Hoje, analisando o desmatamento da Amazônia e o combate feito nos últimos três anos, houve uma redução clara no segmento dos grandes desmatamentos contínuos. Há ainda uma manutenção dos desmatamentos médios e um crescimento dos pequenos desmatamentos”, declarou Montiel.


 


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