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9 de Maio de 2008 - 10h08 - Última modificação em 12 de Maio de 2008 - 11h04


Conflito em reserva é grave e solução está nas mãos da Justiça, avalia ministra

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Rádio Nacional
Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Rádio Nacional
Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou hoje (9) de “grave e preocupante” a situação de tensão e conflitos na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Ela disse que a questão está nas “está nas mãos da Justiça”, referindo-se ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da permanência de não-índios no local, que deve ocorrer em três semanas.

“Temos a expectativa de que, em se tratando da mais alta corte do país, esse processo vai ser feito com todo o cuidado e a responsabilidade. Está nas mãos da Justiça e, como todos os cidadãos, estamos aguardando que a justiça seja feita. O conflito é grave e preocupante” destacou.

A ministra fez as declarações em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.Ela elogiou a iniciativa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de criar a terra indígena em área contínua e classificou como “ousada” a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de homologar a reserva conforme determinação prevista na sua criação.

Na entrevista, a ministra criticou o atentado contra indígenas na Raposa Serra do Sol, ocorrido no início da semana. Na ocasião, dez índios foram baleados por funcionários do líder dos arrozeiros e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero, quando construíam moradias nos limites da Fazenda Depósito, de propriedade do produtor.

“O que não pode acontecer é a justiça com as próprias mãos, como fizeram pessoas que atiraram em índios. É uma coisa lamentável", avaliou Marina Silva. "Estão defendendo os seus direitos mas, para defendê-los, temos que usar a lei e não a força”, completou.

Após o atentado, agentes da Polícia Federal (PF) prenderam Quartiero em flagrante, por porte ilegal de armas e artefatos explosivos.

 

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