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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Rádio Nacional
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Brasília - A
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse hoje (9) que as
tensões e os conflitos ocorridos na Amazônia não podem ser resolvidos apenas por meio de ações
das Polícias Federal, Militar e Ambiental e pelo controle do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama).
“O que
está acontecendo na Amazônia é um processo de
retirada da ilegalidade com a firme decisão de que não
se vai retroceder em relação às medidas. Mas não
temos como governar 23 milhões de seres humanos [que vivem
na região] apenas com ações de comando e
controle”, avaliou.
Em entrevista a emissoras de rádio no
estúdio da Empresa Brasil de Comunicação
(EBC), em Brasília, a ministra afirmou que o “esforço” dos Ministérios do Meio Ambiente e da Justiça já levou à cadeia
665 pessoas acusadas de praticar atividades ilegais na Amazônia,
além de desmontar 1,5 mil empresas e inibir 66 mil propriedades
envolvidas com grilagem na região. “Isso gera um tensionamento muito
forte”, acrescentou.
Marina
Silva destacou também a importância de medidas como o Plano de Combate ao Desmatamento – uma das ações
previstas no Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado
ontem (8) pelo governo federal – ,que prevê o combate às
políticas ilegais e o apoio às práticas
produtivas sustentáveis.
Em
relação ao papel atribuído à Amazônia
diante das mudanças climáticas, a ministra lembrou que
50% da chuva na região é produzida
pela própria floresta, “que presta um serviço
ambiental de equilíbrio ao país e ao mundo”.
Ao
avaliar a pecuária praticada na Amazônia, a ministra avaliou como "antiprodutiva" a criação de gado extensiva (por hectare), sobretudo
se comparada ao sistema de sustentabilidade proposto pelo Plano Amazônia Sustentável.
“As medidas estão sendo tomadas exatamente para que se tenha
uma inversão da lógica anterior.”
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