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São Paulo - A expansão nas vendas do
mercado interno e a gradual recuperação nas exportações
registradas desde o início do ano devem alterar para cima as
projeções de produção e comércio da
indústria automobilística. A revisão será
anunciada no próximo mês, informou hoje (9) o presidente
da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.
Segundo ele, as contas
ainda estão sendo refeitas e faltam ainda algumas sinalizações
do mercado para a nova definição. A última
previsão apresentada por ele indicava um crescimento de 17,5%
nas vendas com a comercialização de 2,895 milhões
de veículos; queda de -5,1 nas exportações em
unidades e a repetição do montante financeiro de 2007.
No caso da produção, alta de 8,9%, com 3,235 milhões
de veículos.
Schneider comemorou o
fato de o setor ter ultrapassado pela primeira vez a marca de 300 mil
carros produzidos em abril. No mês passado, saíram das
linhas de montagem 300.551 unidades, o que significa um aumento de
6,2% sobre março último; 34,4% na comparação
com abril de 2007 e 23,5% no acumulado de janeiro a abril sobre o
mesmo quadrimestre do ano passado.
“Ultrapassamos um
número emblemático”, disse o presidente da Anfavea,
complementando que isso “é a continuidade do crescimento e
da força da geração de energia que o setor
automotivo tem apresentado”.
Schneider também
salientou o aumento da participação do setor no Produto
Interno Bruto (PIB) - soma das riquezas produzidas no país
-, que passou de 4,9% (2006) para 5,4% (2007).Considerando só
o PIB industrial, o índice de participação
saltou de 19,9% (2006) para 22,1% (2007). “É um resultado
recorde”, apontou o executivo.
Mais uma vez, o bom
desempenho da indústria automobilística foi atribuído,
entre outros fatores, à oferta de crédito em expansão,
aumento no nível de emprego e renda e a baixa inadimplência
(3,3%). Só o setor ampliou em 1,4% as contratações
de empregados, passando de uma base de 124.155 para 125.873. Sobre
abril de 2007, houve um crescimento de 15,2%.
Quanto à
política industrial a ser anunciada na segunda-feira (12), o
presidente da Anfavea disse que está otimista. “Nossa
expectativa é positiva e nossas sugestões, em conversas
com o governo, sempre foram centradas em três dimensões:
reforço à capacidade de competição no
exterior; do investimento na pesquisa nacional de engenharia de
produção e o investimento na capacidade de
produção”.
Questionado sobre a discussão
internacional sobre se de fato está ocorrendo concorrência
do plantio de cana-de-açúcar voltada para o
processamento em etanol em detrimento da produção de
alimentos, Schneider rebateu as críticas. Para ele, isso é
“uma hipocrisia” e está totalmente fora da realidade
brasileira. Ele classificou de” perversa” a colocação
do gênero que estaria partindo de uma campanha de setores com
intenção de desinformar a população.
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