O corpo do jornalista, escritor e ex-senador Artur da Távola, está sendo velado no Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Rio. Ele morreu na tarde de ontem (9), aos 72 anos, vítima de complicações cardíacas, em sua residência, no bairro do Leblon, zona sul da cidade. O sepultamento está marcado para as 16 horas, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Carioca, nascido em 1936, Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros adotou o pseudônimo Artur da Távola, uma homenagem ao Rei Artur da Távola Redonda, em 1968, quando a convite de Samuel Wainer, começou a escrever uma coluna sobre televisão no jornal Última Hora.

Na época, Paulo Alberto havia voltado do exílio no Chile. Ele teve cassado seu mandato de deputado estadual  para o qual foi eleito em 1962 pela ditadura militar. Mais tarde, a coluna sobre TV passou a ser publicada no jornal O Globo. Artur da Távola também publicou 23 livros, em sua maioria crônicas e estudos sobre televisão e música..

Paulo Alberto formou-se em Direito, mas logo começou a trabalhar como jornalista. Foi colunista de vários jornais, dirigiu publicações da editora Bloch e manteve programas de música clássica e popular brasileira nas rádios MEC e Senado. Ultimamente, dirigia a Rádio Roquette Pinto, do governo fluminense.

A volta à política foi nos anos 80. Em 1986, ele foi o deputado do PMDB fluminense mais votado para a Assembléia Nacional Constituinte. Durante o processo de elaboração da Constituição, defendeu alterações na legislação reguladora das concessões de canais de TV, para facilitar a criação de emissoras vinculadas à sociedade civil. Deixou o partido para fundar o PSDB, pelo qual foi eleito senador em 1994, cumprindo um mandato de oito anos. Em 2003, foi secretário de Cultura do município do Rio de Janeiro.

O governador Sergio Cabral decretou luto de três dias pela morte do ex-senador. Em nota divulgada pela assessoria de comunicação do governo do Rio, Cabral afirma que “Artur da Távola prestou grandes serviços ao jornalismo e à vida pública brasileira. O Rio de Janeiro e o Brasil sentirão saudades de Artur da Távola”.