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Brasília - Chanceleres do
Brasil, Índia e África do Sul estarão amanhã
(11) na Cidade do Cabo para um balanço dos planos de ação
setoriais e dos acordos trilaterais assinados no âmbito do
Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do
Sul (Ibas). O ministro das Relações Exteriores, Celso
Amorim, representará o Brasil no encontro preparatório
à 3ª Cúpula Presidencial do Ibas, marcada para 15
de outubro, na Índia.
O Ibas foi criado em 2003 como instância de
coordenação política entre os três países
para promover a cooperação trilateral em áreas
de interesse comum e fortalecer a voz dos países em
desenvolvimento.
Um dos objetivos comuns é dobrar as trocas
comerciais até 2010, alcançando a cifra de US$ 15
bilhões. A futura criação de um área de
livre comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul), Índia
e União Aduaneira da África Austral (Sacu, grupo que
reúne África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e
Suazilândia) é uma das estratégias do Ibas para
alcançar a meta comercial. Mas a intensificação
do comércio é apenas um dos focos do grupo.
A cooperação científica e
tecnológica é outra frente de atuação
conjunta. Os três países se propõem, por exemplo,
a explorar fontes alternativas de energia, como biocombustíveis
e energia eólica – em 2006, Brasil Índia e África
do Sul firmaram memorando de entendimento para criação
de uma força-tarefa trilateral sobre biocombustíveis.
Na última Cúpula Presidencial do Ibas, em outubro do
ano passado, concordaram, inclusive, em explorar propostas de
cooperação no uso pacífico de energia nuclear.
Na esfera multilateral, os três países
estão juntos no G20 e lutam, na atual rodada de negociações
na Organização Mundial do Comércio (OMC), pela
abertura do mercado dos países desenvolvidos para produtos
agrícolas das nações em desenvolvimento. Também
defendem maior participação dos países em
desenvolvimento em instituições multilaterais, como a
Organização das Nações Unidas, o Fundo
Monetário Internacional e o Banco Mundial.
Na área social, a principal iniciativa
conjunta é a o Fundo Ibas para Iniciativas de Alívio à
Fome e à Pobreza, que financia projetos de cooperação
técnica em países de menor desenvolvimento relativo.
Desde 2004, o fundo investiu US$ 1,5 milhão em projetos de
tratamento de resíduos sólidos no Haiti e de promoção
da agricultura familiar em Guiné Bissau, entre outros. O
Brasil já contribuiu com cerca de US$ 3,5 milhões para
o fundo.
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