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Brasília - As Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantêm,
desde 2003, uma rede clandestina de grupos ideologicamente próximos, provenientes de países da América Latina e mesmo da
Europa, segundo informou a agência de notícias
Lusa.
A
existência da rede foi confirmada por meio de documentos
armazenados no computador do nº 2 da guerrilha, Raúl
Reyes, morto durante ataque colombiano em território
venezuelano no dia 1º de março.
De acordo
com os documentos, as Farc decidiram criar uma rede internacional em
2002, depois que o atual chefe de Estado colombiano, Álvaro
Uribe, assumiu a presidência do país. A decisão
coincidiu com p momento em que a União Européia incluiu
a guerrilha em uma lista de organizações terroristas.
Dados
mostram que em 2003 foi criada a Coordenadoria Continental
Bolivariana, rede de autoria da guerrilha e que congrega organizações
da esquerda radical de 17 países, incluindo Alemanha e Suíça.
O objetivo seria criar núcleos de apoio e células
clandestinas para expandir a ideologia partilhada.
Segundo os documentos de Reyes, as relações
“político-diplomáticas” das Farc limitam-se aos
partidos comunistas latino-americanos e aos governos da Venezuela, do
Equador e da Nicarágua. Os documentos contêm, inclusive,
provas de encontros entre representantes oficiais desses governos e
membros da guerrilha.
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