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Brasília - O
chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou ontem (10)
que o país vai denunciar a Colômbia a organismos
internacionais. Segundo ele, a denúncia terá como base
a “campanha da oligarquia colombiana” contra o presidente
venezuelano, Hugo Chávez.
Chávez foi novamente acusado de manter relações
com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc), com base em supostos dados encontrados no computador do nº
2 da guerrilha, Raúl Reys, morto durante ataque colombiano em
território venezuelano no dia 1ª de março. As
informações são da agência argentina
Telam.
Maduro
disse que, diante dos ataques de “setores da oligarquia colombiana
apoiados pelo governo dos Estados Unidos para desprestigiar Chávez,
denunciaremos perante todas as instâncias nacionais e
internacionais esse tipo de campanha”.
O
chanceler pediu uma posição oficial diante das
declarações do ministro da Defesa colombiano, Juan
Manuel Santos, que, na última sexta-feira (9), assegurou que o
chefe das Farc, Manuel Marulanda, “está na Venezuela”.
“Alertamos
o governo da Colômbia que mostre as cartas sobre as infames
declarações do ministro Santos e que responda se é
essa a posição oficial do governo”, disse Maduro.
O
ministro colombiano já havia garantido que, no próximo
dia 15, vai tornar públicas as supostas provas de relação
entre a guerrilha e o governo venezuelano.
Para o
chanceler venezuelano, as declarações buscam “destruir
Hugo Chávez e criar um escândalo que esconda os
problemas internos da Colômbia”.
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