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12 de Maio de 2008 - 19h45 - Última modificação em 12 de Maio de 2008 - 19h45


Economista defende luta sindical para melhorar pisos salariais

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A correção anual dos pisos salariais das categorias que trabalham em atividades de baixa qualificação "exigem uma estratégia dos sindicatos para que eles [os trabalhadores] tenham uma remuneração mais justa, a exemplo da luta política que foi travada pelas centrais sindicais em relação ao salário mínimo".

Esse é o entendimento do coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), José Silvestre de Oliveira, ao comentar o balanço divulgado hoje (12) pelo órgão, sobre os pisos fixados para as diversas categorias de trabalhadores, no ano passado.

Ele destaca que, em geral, as categorias que ganham pisos salariais são minorias nas folhas de salários das empresas e  lembra que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam que cerca de 60% da classe trabalhadora ganha até três salários mínimos.  Mas, para  o economista, apesar dos pisos salariais não estarem sendo reajustados no mesmo patamar do salário mínimo, os trabalhadores vêm tendo ganho de massa salarial. 

Oliveira chama atenção para o fato de que o piso salarial, quase sempre, é concedido a trabalhadores que estão começando numa categoria, enquanto os mais qualificados são mais bem pagos. Os setores onde se ganha menos, nas zonas urbanas, conforme o economista, são a construção civil e a indústria de confecção e vestuário.  "Em áreas mais estruturadas, como a química ou metalúrgica, os salários, certamente, são mais altos", disse.

De acordo com o Dieese, no ano passado, o maior piso negociado foi no segmento metalúrgico, que ficou em R$ 3.230,00 para o cargo de engenheiro, ramo em que os salários variam, normalmente, entre 1 e 8,5 salários mínimos.

O economista do Dieese ressaltou que os pisos salariais são diferenciados nas diversas regiões do país, mas que, na média nacional, o setor de metalurgia, registrou piso de 2,07 salários mínimos. Na região Sudeste, a maior média de piso aferida, no ano passado, foi  de 1,58 salário mínimo e,  na região Norte, está a menor média de piso salarial, que foi de 1,18 salário mínimo.




 


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