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12 de Maio de 2008 - 20h53 - Última modificação em 12 de Maio de 2008 - 20h53


Medidas são positivas, mas não compensam valorização do real, diz Fiesp

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, avaliou como “muito positiva” a nova política indústrial, denominada Plano de Desenvolvimento Produtivo, apresentada hoje (12) pelo governo federal.

“Incentivar a indústria a investir, investir em tecnologia, aumentar as exportações são medidas muito boas do governo, estão muito bem encadeadas, estão muito bem elaboradas e fundamentadas e aparentemente vai ter um processo de gestão de acompanhamento e monitoramento dessas medidas que vão facilitar para que elas saiam do papel”, disse.

Apesar da avaliação positiva, Roriz afirmou que as medidas não terão força suficiente para compensar a valorização do real e fazer com que o país volte a exportar como nos últimos anos.

“Hoje, o câmbio tira muito a competitividade e dificilmente teria uma medida em paralelo que pudesse compensar esse problema causado pela valorização nas exportações e no aumento da competitividade das importações. Mas não deixa de ser um avanço em relação à situação que a gente se encontra hoje”, disse. 

O diretor ressaltou ainda que o governo tem tudo para implementar as medidas dentro dos prazos pré estipulados, desde que realize um monitoramento “muito bem feito”. “Eu não vi nada que fosse impossível ou que, aparentemente, tivesse uma certa dificuldade em implementação. Acredito, sim, que isso vai sair do papel e vai ser implementado”, afirmou.

 



 

 

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